Sem graça
Os nobres deputados federais coronel Chrisóstomo (PL) e Fernando Máximo (União Brasil) enfrentaram o frio negativo e neve para tentar assistir a posse de Donald Trump em Washington. Porém, ambos não chegaram nem perto dos eventos oficiais que marcaram o início de mais um mandato do republicano na Presidência dos Estados Unidos.
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Como estavam muito ociosos, participando de eventos alternativos sem a presença de Donald Trump (que estava bem ocupado assinando decretos), uma cena curiosa divulgada em grupos de WhatsApp chamou a atenção da população rondoniense: uma dança tosca ao som de YMCA, do Village People, uma banda dos anos 70, que virou ícone dos gays.
Detalhes
Para quem não sabe, um dos antigos integrantes (e o único que restou) Victor Willis, membro-fundador do grupo, negou que sua música seja "hino gay" e confirmou presença na festa do presidente eleito. O vocalista principal do Village People tem 73 anos e era o policial da banda na época das performances nos palcos.
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Eleitor declarado de Kamala Harris, ele se dizia incomodado com o fato de Donald Trump tocar, cantarolar e ensaiar passinhos de dança ao som de seu maior sucesso, Y.M.C.A., em seus comícios — até o sucesso e os direitos autorais falarem mais alto e ele concordar com o uso trumpista da canção que, na sua época, virou hino da comunidade homossexual.
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Agora, Willis foi mais longe: anunciou que o Village People aceitou o convite e vai se apresentar em eventos da posse do novo presidente americano, “porque música é para ser executada independentemente da política”. Em outro agrado aos conservadores, ele ameaçou processar a mídia (depois voltou atrás), sempre que se relacionasse a canção aos gays.
Dupla dinâmica
Voltando aos parlamentares rondonienses (não aqueles que foram para Las Vegas), ambos disseram que não utilizaram recursos públicos em suas viagens. Segundo sua assessoria de comunicação, Máximo integrou uma comitiva de parlamentares brasileiros que viajaram aos Estados Unidos para participar da posse do presidente Donald Trump.
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Ainda de acordo com seus assessores, “demonstrando compromisso com a austeridade, Máximo fez questão de recusar o uso de recursos públicos para a viagem, financiando todas as despesas de forma particular. Em um gesto de aproximação diplomática, o deputado participou de diversos eventos oficiais”.
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Fernando ainda teria aproveitado “a oportunidade para conceder entrevistas a veículos de comunicação americanos, destacando-se como um representante do parlamento brasileiro. Durante as entrevistas, ele abordou questões como relações bilaterais, o papel do Brasil no cenário político internacional e a importância de fortalecer laços entre as duas nações”.
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A assessoria, bastante empenhada e usando muitos elogios, reforçou: “A postura em custear a própria viagem foi amplamente elogiada, contrastando com casos de políticos que utilizam verbas públicas para viagens internacionais. Além disso, o parlamentar reforçou a importância de buscar experiências internacionais para melhorar a atuação legislativa no Brasil”.
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Por fim, para arrematar a “grandeza” do gesto do patrão, os colaboradores arremataram: “A viagem, marcada pela diplomacia e responsabilidade fiscal, reforça o perfil de Fernando Máximo como um parlamentar comprometido com o diálogo internacional e a boa gestão de recursos públicos”.
Raiva
Crisóstomo, que disse que participaria da posse de Trump em Washington, teria acompanhado tudo na TV de um hotel (igual Michelle e Eduardo Bolsonaro), segundo ele mesmo, um “incidente”. Ele ainda utilizou um grupo de WhatsApp o grupo para desmentir rumores sobre sua presença no evento.
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“Vim para a posse de Trump, embora tenha sido convidado oficialmente para o evento, VIM PRA POSSE EM WASHINGTON COM MEUS RECURSOS PRÓPRIOS” , destacou o parlamentar, em tom enfático. Porém, ele e nem Fernando Máximo conseguiram uma foto de longe do presidente nem muito menos uma selfie com o “laranjão”. E menos ainda publicaram a foto do “convite oficial”, igual um certo ex-presidente.
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O deputado também aprovou criticar o que chamou de "desinformação" entre seus colegas e prometeu tomar medidas judiciais contra quem disseminar notícias falsas envolvendo seu nome ou sua declaração. “Por dever de justiça, alguns estão mentindo para o povo e sendo muito irresponsáveis” , afirmou ele.
Missão cumprida?
Em uma publicação, Chrisóstomo resumiu na legenda: “Missão cumprida em Washington D.C. Agora voltando para o nosso Brasil, que em 2026 vai melhorar”. E seguiu: “Estou no aeroporto de Washington. Vou para Nova Iorque, depois Rio de Janeiro, depois Brasília. Aí vou me sentir em casa, graças a Deus. Tudo aqui, na posse do presidente Trump, deu certo”. Pelo jeito, não vem em Rondônia tão cedo.
Nossa opinião
Se ambos foram com dinheiro próprio, não há problema nenhum. Mesmo que sejam políticos, eleitos pelo povo, recebem salários pelo seu trabalho. E mesmo que estejam em Brasília por só dois ou três dias por semana e recebam mais de 40 mil reais por mês. Qual a importância disso para Rondônia? Ninguém sabe dizer, só os dois que participaram de festas e eventos por lá.
Nossa opinião 2
Ao contrário dos dois deputados estaduais que foram para Las Vegas, a terra dos cassinos, participar supostamente de uma feira de armamentos, pelo menos Máximo e Chrisóstomo foram com dinheiro do próprio bolso. E não custa nada perguntar novamente: qual a importância para a população dos dois parlamentares dessa feira mundial de armamentos?
Histórico
"Ainda Estou Aqui" foi indicado na categoria de melhor filme no Oscar 2025 e faz história no prêmio. Ele também concorre a melhor filme internacional e Fernanda Torres está indicada como melhor atriz.
Histórico 2
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 2015, "Ainda Estou Aqui" narra a história de Eunice Paiva, mãe do escritor. Vivida por Fernanda Torres, Eunice enfrenta a violência do regime militar depois da prisão e do desaparecimento do marido, o deputado cassado Rubens Paiva (Selton Mello), no início da década de 1970.
Histórico 3
O Rotten Tomatoes, agregador online de avaliações de críticos estrangeiros sobre filmes em geral, concedeu o selo de "Fresh" ao filme, com uma aprovação de 94% da imprensa especializada.
Histórico 4
“'Ainda Estou Aqui' fez história e entra no jogo do Oscar de cabeça erguida com uma indicação inédita como melhor filme. É a consagração da força de uma história brasileira que reverbera em todo o mundo”, disse Roberto Sadovski, colunista de Splash/UOL.
Festa
A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 02 de março, em pleno domingo de Carnaval. Os brasileiros estarão em êxtase e os memes nas redes sociais já se espalharam. Muitos já prometeram uma grande festa se o filme trouxer o primeiro Oscar. Eu estarei na torcida, e certamente, irei comemorar muito se trouxermos pelo menos uma das três indicações.
Por Felipe Corona – interino.
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