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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Ex-presidente do BRB é preso por suspeita de propina de R$ 146,5 milhões

Operação Compliance Zero aponta que Paulo Henrique Costa recebeu imóveis de luxo para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master; PF rastreou R$ 74 milhões.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Ex-presidente do BRB é preso por suspeita de propina de R$ 146,5 milhões
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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após investigações apontarem que Costa teria acertado o recebimento de R$ 146,5 milhões em propinas. O valor seria pago pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, por meio de seis imóveis de alto padrão localizados em São Paulo e Brasília.

De acordo com a decisão judicial, o esquema visava beneficiar o Banco Master mediante a compra, pelo BRB, de carteiras de crédito fictícias ou “podres”, estimadas em pelo menos R$ 12,2 bilhões. Os investigadores afirmam que os pagamentos de propina foram interrompidos em maio de 2025, após Vorcaro descobrir a existência de um procedimento sigiloso da PF. Mensagens rastreadas mostram que o banqueiro recebeu cópias da investigação via aplicativo de mensagens, o que motivou a decisão de “travar” os repasses remanescentes.

Além de Paulo Henrique Costa, os agentes prenderam o advogado Daniel Monteiro, apontado como o “operador técnico e estrutural” do esquema. Monteiro é acusado de criar uma complexa engenharia financeira, utilizando empresas de fachada e fundos de investimento para ocultar a titularidade dos imóveis destinados ao ex-presidente do banco. A PF já conseguiu rastrear o pagamento efetivo de R$ 74 milhões relativos a esses bens, enquanto o restante do montante teria sido bloqueado pela ciência dos envolvidos sobre a fiscalização.

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A defesa de Paulo Henrique Costa declarou ter convicção de que nenhum crime foi cometido e classificou a prisão como desnecessária. Já o BRB, controlado pelo Governo do Distrito Federal, ainda não apresentou o número exato do prejuízo total causado pela aquisição das carteiras fraudulentas. Os presos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal e deverão passar por audiência de custódia. A Operação Compliance Zero continua em andamento para identificar outros possíveis beneficiários da engrenagem ilícita.

FONTE/CRÉDITOS: ADMIN USER
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