Em meio à proliferação de cenários para as eleições de 2026 em São Paulo, o vice-prefeito da capital, Ricardo Mello Araújo (PL), começou a emplacar seu nome além da sucessão municipal. Líderes do PL e da base bolsonarista o tratam hoje como potencial candidato ao Senado Federal pelo estado paulista — substituindo inclusive o deputado Eduardo Bolsonaro — enquanto o prefeito Ricardo Nunes (MDB) avalia seus próprios movimentos para disputar cargos de maior abrangência.
O plano de colocar Mello Araújo na corrida senatorial responde a duas frentes: permitir que Nunes permaneça no comando da Prefeitura até 2028, como parte de uma transição planejada, e consolidar o espaço da direita paulista em chapa comum para a sucessão do governo estadual.
Apesar da articulação, o vice-prefeito mantém cautela pública. “Vocês vão ter que me aguentar”, afirmou ao abordar a especulação, negando que o tema já tenha sido formalmente tratado com sua base.
O cenário, contudo, ainda esbarra em variáveis como a definição da candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, o apoio de Jair Bolsonaro e a montagem de alianças partidárias que cubram tanto a capital quanto o interior paulista.
Enquanto isso, Mello Araújo reforça seu perfil de gestor de segurança pública — origem que lhe valeu tanto apoio quanto resistência — e acumula experiência como prefeito interino durante viagem de Nunes ao exterior.
Se confirmado, seu nome representaria um recuo estratégico de Nunes da esfera estadual por ora, e a abertura de um novo ciclo eleitoral na capital paulista com forte presença bolsonarista.
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