O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação contra o deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA) por indícios de nepotismo, após constatar que ele emprega a própria sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, como secretária parlamentar desde 10 de maio de 2022.
Inicialmente, o salário da funcionária era de R$ 1.328,41, mais auxílios, e em dezembro de 2023 foi promovida para R$ 1.764,93, totalizando rendimentos que ultrapassam R$ 3,2 mil por mês. Desde a nomeação, a soma da remuneração paga pelo orçamento da Câmara dos Deputados já chega a cerca de R$ 120 mil.
O subprocurador-geral Lucas Furtado, representante do Ministério Público junto ao TCU, apontou que a prática caracteriza nepotismo e solicitou que, caso seja confirmada, os envolvidos sejam responsabilizados e que seja apurado eventual dano ao erário, com ressarcimento aos cofres públicos.
“Deputados federais são entendidos como representantes do povo e, como tal, devem ser o exemplo máximo de conduta ética. A contratação de familiares para cargos públicos, além de ser ilegal, transmite à sociedade uma mensagem de desrespeito aos valores que deveriam nortear a atuação de um parlamentar”, afirmou Furtado na representação ao TCU.
Questionado pela coluna Tácio Lorran, Júnior Lourenço confirmou que emprega a sogra no gabinete no Maranhão, limitando-se a dizer que “ela é secretária” e não deu mais detalhes sobre suas funções.
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