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Sabado, 25 de Abril de 2026

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SUS estuda ampliar acesso a tratamento menos invasivo para crianças com hemofilia

Medicamento Emicizumabe, já liberado para adultos, pode ser oferecido pelo SUS a crianças de até seis anos com hemofilia.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
SUS estuda ampliar acesso a tratamento menos invasivo para crianças com hemofilia
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O Ministério da Saúde pretende ampliar o acesso ao medicamento Emicizumabe para crianças de até seis anos com hemofilia. A medicação, que já está disponível na rede pública para pacientes adultos, proporciona um tratamento menos invasivo e mais confortável.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 24 de outubro de 2025, durante um evento no Hemocentro de Brasília, no Distrito Federal. Ele informou que o pedido será encaminhado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec).

Mais conforto e adesão

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A terapia tradicional para a hemofilia, que utiliza a reposição do Fator VIII, requer infusões diretas nas veias, processo que pode ser doloroso.

A brasiliense Joana Brauer, mãe de duas crianças com a forma grave da doença, conhece essa dificuldade. Ela relata que o filho é “furado quatro vezes por semana” para receber o tratamento.

O Emicizumabe, ao contrário, é aplicado por via subcutânea, como uma injeção sob a pele, de forma menos agressiva.

Além disso, a frequência de aplicação seria reduzida para apenas uma vez por semana, diminuindo a ocorrência de sangramentos. Segundo o Ministério, isso traz “autonomia e liberdade para as crianças e para as famílias”.

Impacto nas famílias

Joana Brauer, que também é ativista pelos direitos dos pacientes de hemofilia, celebrou o avanço. Ela enfatizou o impacto do tratamento mais fácil na adesão e na rotina familiar.

“Ampliar o medicamento para crianças vai trazer uma transformação imensurável. Estamos falando das mães e das crianças conseguirem, de fato, aderir ao tratamento”, afirmou Joana.

Ela destacou que mais de 80% dos cuidadores são as mães, e a necessidade de ir frequentemente ao Hemocentro leva muitas delas a desistirem de seus empregos.

A mudança também é crucial para as mães de crianças com outras condições, como autismo ou neurodivergência, que tornam o acesso venoso ainda mais complicado.

O Brasil como referência global

O ministro Alexandre Padilha ressaltou que, se aprovada a inclusão, o Brasil se tornará o maior país do mundo a fornecer a medicação gratuitamente via SUS. O medicamento já é usado no SUS para pacientes acima de seis anos que desenvolvem anticorpos contra o Fator VIII.

“Estamos gerando dignidade e conforto para as crianças”, declarou Padilha.

Ele apontou o alto custo do tratamento particular, que chega a variar de R$ 300 mil a R$ 350 mil por ano. O oferecimento pelo SUS representa um “grande investimento” em saúde pública.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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