O servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Rigel dos Santos Brito, que repassou informações sobre processos judiciais a um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu a punição máxima aplicada pela Corte: suspensão de 90 dias sem remuneração.
A sanção começou em 18 de agosto de 2025 e se estenderá até 15 de novembro do mesmo ano. Segundo o Portal da Transparência do TJDFT, Rigel ocupa o cargo de técnico judiciário nível IC13 — o patamar mais alto da carreira —, com salário bruto de R$ 17 mil.
De acordo com o tribunal, “o corregedor da Justiça do DF determinou a instauração de processo administrativo disciplinar contra o servidor e, concluído o procedimento, aplicou a penalidade de suspensão no patamar máximo previsto na Lei 8.112/1990, de 90 dias”.
Rigel já havia sido investigado em 2024 durante a operação Temis, que apurou o repasse de informações sigilosas à advogada de um integrante do PCC. O criminoso Romário de Sousa Nascimento havia tentado assassinar uma pessoa em Sobradinho no ano anterior, evidenciando a ligação entre o servidor e a facção criminosa.
Nesta terça-feira (30/9), o integrante do PCC foi condenado pelo Tribunal do Júri no Distrito Federal a 16 anos de prisão pela tentativa de homicídio, confirmando o elo entre o crime e as informações repassadas pelo servidor.
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