A Polícia Militar de São Paulo (PMESP) inicia, em junho, o uso de um novo modelo de câmeras corporais com acionamento manual pelos agentes. A medida faz parte de um acordo firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a aquisição e a implementação escalonada dos dispositivos.
Nesta primeira fase, 2.955 câmeras serão distribuídas entre unidades operacionais do estado. A previsão é que, até o final de 2025, 12 mil câmeras operacionais portáteis (COPs) estejam em uso. Um aditivo contratual ainda ampliou o total para 15 mil equipamentos, com a inclusão de mais 3 mil unidades até 30 de dezembro deste ano — um aumento de 25% na previsão inicial.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o cronograma de distribuição priorizará áreas de maior risco, com base em uma matriz técnica elaborada pela própria corporação. A estratégia visa ampliar o controle institucional e a transparência em regiões com altos índices de letalidade policial.
A Motorola Solutions, empresa responsável pelo fornecimento das bodycams do modelo V500, garantiu que seguirá rigorosamente o cronograma previsto em contrato, incluindo o fornecimento das unidades adicionais até o fim de 2025.
O novo modelo adotado permite que os policiais acionem a gravação manualmente, diferentemente das câmeras de gravação automática usadas anteriormente. O acordo firmado com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo estipula, em contrapartida, que o aumento do número de equipamentos será acompanhado por sua destinação a batalhões com maior índice de mortes em confrontos.
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