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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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PL avalia levar Carlos Bolsonaro para disputar Senado em Rondônia e outros estados após rejeição em Santa Catarina

Fiesc critica "importação de candidato sem identidade com o estado"; partido fará sondagem e encomendará pesquisas em estados bolsonaristas como Acre, Rondônia e Roraima

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
PL avalia levar Carlos Bolsonaro para disputar Senado em Rondônia e outros estados após rejeição em Santa Catarina
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Após a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) emitir uma nota pública criticando a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo estado, o Partido Liberal (PL) passou a considerar a transferência do vereador carioca para outro estado. O recado da Fiesc, divulgado na terça-feira (17), foi interpretado como um alerta contrário à entrada de figuras externas sem ligação histórica com Santa Catarina.

A movimentação ocorre diante da resistência local, inclusive dentro do próprio bloco bolsonarista no PL. As deputadas federais Caroline de Toni e Júlia Zanatta são pré-candidatas ao Senado e devem apoio político ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Além delas, o senador Esperidião Amin (PP) também busca a reeleição representando a mesma base.

O PL acredita que, por ser filho de Jair Bolsonaro, Carlos tem potencial eleitoral em qualquer estado onde o bolsonarismo seja forte. Dessa forma, o partido está avaliando alternativas na região Norte, especialmente no Acre , Rondônia e Roraima . Em Rondônia , porém, o PL já lançou os nomes do pecuarista Bruno Scheid e do deputado federal Fernando Máximo, ambos em pré-campanha, o que exigiria ajustes caso Carlos entre na disputa.

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Além da região Norte, estados do Centro-Oeste e Sul com maior aceitação ao bolsonarismo também estão na mira do partido. Para embasar a decisão, o PL planeja encomendar pesquisas de intenção de voto com o nome de Carlos Bolsonaro em diferentes regiões, buscando identificar onde sua imagem teria mais apelo eleitoral.

Santa Catarina se mostra cenário complicado

Outro fator que pressiona a mudança é o cenário desfavorável a Carlos em Santa Catarina. Pesquisa Neokemp divulgada no início da semana mostrou uma disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado, mas o nome do vereador carioca não foi incluído na análise. Os números revelam empate técnico entre três pré-candidatos principais: a deputada federal Caroline de Toni (PL), com 18,5%, o senador Esperidião Amin (PP), com 15,9%, e o ex-prefeito de Blumenau Décio Lima (PT), com 15,4%.

Na sequência aparecem o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), com 9,3%, a deputada federal Júlia Zanatta (PL), com 8,2%, e o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), com 5,6%. Os indecisos somam 21,9%, enquanto brancos e nulos correspondem a 5,3%.

Com esse panorama, o PL entende que a entrada de Carlos poderia dividir a base bolsonarista e prejudicar as chances locais, especialmente dos próprios quadros do partido. A definição sobre qual estado abraçará a candidatura do "filho 02" dependerá agora das próximas análises e estratégias partidárias.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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