A Polícia Federal investiga suspeitas de que um aparelho de soldagem teria sido utilizado para danificar a tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com as investigações, o equipamento de monitoramento apresentou um superaquecimento atípico, que não seria causado por atividades cotidianas como deitar ou sentar. A apuração é do âncora e analista da CNN Gustavo Uribe.
Segundo apurações, houve uma tentativa de aumentar a temperatura do dispositivo com o objetivo de remover a capa externa e conseguir desligá-lo. Entre as hipóteses investigadas pela PF está o uso de um aparelho de soldagem ou até mesmo um secador de cabelo para aquecer o equipamento, explica Gustavo Uribe.
Alerta e investigação
Embora a tentativa de remover a parte externa não tenha sido bem-sucedida, os danos causados à tornozeleira acionaram um alerta à 0h08 deste sábado (22). Funcionários da Superintendência da Administração Penitenciária do Distrito Federal identificaram o aviso e comunicaram o Supremo Tribunal Federal.
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A defesa de Bolsonaro nega qualquer tentativa de violação do equipamento, alegando que pode ter ocorrido um problema técnico da própria tornozeleira. Uma perícia será realizada para determinar a real causa dos danos.
A PF afirma ter certeza de que o problema não foi causado pela tecnologia do próprio equipamento, mas sim por um fator externo atípico. Os investigadores suspeitam que a possível tentativa de desativar a tornozeleira poderia estar relacionada a um plano de fuga da prisão domiciliar.
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