A Polícia Federal (PF) revelou que o ataque hacker que causou um prejuízo de R$ 813 milhões no sistema financeiro nacional foi realizado a partir de um quarto do hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, localizado no Setor Hoteleiro e Turístico Norte.
Nesta quinta-feira (30/10), a PF deflagrou a segunda fase da Operação Magna Fraus, destinada a desarticular a quadrilha responsável pelo esquema. As investigações apontam que os hackers estavam na suíte do hotel exatamente no momento em que os recursos foram subtraídos de contas usadas por bancos e instituições de pagamento conectadas ao sistema Pix do Banco Central (BC).
O ataque ocorreu em 30 de junho deste ano e foi reportado à autoridade monetária em julho pela empresa CeM Software, responsável por parte da infraestrutura digital das instituições afetadas. O incidente permitiu que os criminosos tivessem acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras.
As contas de reservas funcionam como contas correntes mantidas no BC, utilizadas para processar transações financeiras, manter reservas obrigatórias e participar de operações com o Banco Central, como empréstimos de liquidez, aplicações em títulos públicos e depósitos compulsórios.
Segundo a CeM, os hackers utilizaram credenciais de clientes, incluindo senhas, para tentar acessar sistemas e serviços de forma fraudulenta.
Em nota, o Royal Tulip Brasília Alvorada informou que não tinha conhecimento da operação, mas afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
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