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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

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Patente do princípio ativo do Ozempic expira em 2026 no Brasil

Novo Nordisk tenta estender exclusividade da semaglutida, mas INPI rejeita alegação de atraso no processo de análise

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Patente do princípio ativo do Ozempic expira em 2026 no Brasil
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A patente da semaglutida — princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, usados no tratamento de diabetes e obesidade — está próxima do fim no Brasil. O registro expira em março de 2026, e a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk tenta estender o prazo, alegando que o processo de análise demorou anos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O INPI, porém, rejeita a possibilidade de prorrogação e afirma que a legislação brasileira não prevê esse tipo de compensação. A discussão ganhou força após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, que considerou inconstitucional parte do artigo 40 da Lei de Propriedade Industrial — dispositivo que garantia validade mínima de dez anos a partir da concessão da patente.

“Foram 13 anos para conseguir a patente da semaglutida. O INPI sempre foi um dos órgãos de patentes mais lentos do mundo. Esse prazo de dez anos após a concessão era uma forma de compensar essa demora”, afirmou a diretora jurídica da Novo Nordisk, Ana Miriam Fukui Dias.

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Com a decisão do STF, o prazo passou a ser de 20 anos contados a partir do depósito do pedido — no caso da semaglutida, feito em 2006 —, sem possibilidade de prorrogação. A mudança teve aplicação imediata para o setor farmacêutico, o que, segundo a empresa, reduziu o período de exclusividade dos medicamentos que se tornaram fenômeno mundial.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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