Um passaporte atribuído à modelo e atriz Eliza Samudio, assassinada em 2010 em um dos crimes mais emblemáticos da história criminal brasileira, foi encontrado em Portugal no final de 2025 e voltou a gerar repercussão neste início de 2026.
Como o passaporte foi encontrado
O documento foi localizado em um apartamento alugado em Lisboa, entre livros guardados em uma estante na sala do imóvel. O homem que o encontrou — identificado apenas como José — relatou que, ao retornar de um período fora, ficou curioso com os livros e, ao folheá-los, descobriu o passaporte com o nome e a foto de Eliza.
O passaporte é antigo, emitido em 2006, e estava em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas e sem danos aparentes. Ele contém um único carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem registros de saída ou de outras entradas em outros países.
Entrega às autoridades brasileiras
Após a descoberta, o documento foi entregue ao Consulado‑Geral do Brasil em Lisboa, que confirmou o recebimento e comunicou oficialmente o Itamaraty em Brasília. O consulado informou que agora aguarda orientações sobre qual será a destinação do documento.
Reação da família e estado das investigações
O irmão de Eliza, Arlie Moura, disse acreditar que o passaporte seja verdadeiro, com dados pessoais compatíveis — como nome completo, filiação e data de nascimento —, mas ressaltou que ainda não há confirmação oficial das autoridades sobre sua autenticidade final.
Mistérios e questionamentos
A descoberta reacende questões sobre o caso, já que o passaporte encontrado tem registro de entrada em Portugal, mas não há evidências de como teria sido utilizado depois, nem por que permaneceu no país europeu por tantos anos. Esses pontos alimentam dúvidas e teorias, uma vez que o corpo de Eliza nunca foi localizado e o crime, embora amplamente investigado e com condenações, ainda é envolto em detalhes não totalmente esclarecidos.
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