Na próxima legislatura, a bancada da atual oposição no Senado Federal, aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), poderá chegar a 44 nomes. Esse número é suficiente para eleger o próximo presidente da Casa, em fevereiro de 2027, mas ainda não alcança os 54 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como a oposição deseja com Alexandre de Moraes.
O levantamento foi feito pela coluna Andreza Matais, considerando o posicionamento dos senadores atuais e os líderes da corrida ao Senado em cada estado, com base nas pesquisas da Real Time Big Data. Segundo o estudo, para remover um ministro do STF, seriam necessários 54 votos.
Nas eleições do ano que vem, o Senado renovará dois terços de seus 81 integrantes. Dependendo dos cenários e dos candidatos, a oposição deve eleger entre 42 e 44 senadores.
Sete estados apresentam projeção de aumento da bancada bolsonarista em relação aos representantes atuais: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e Tocantins podem ganhar um bolsonarista — ou opositor do governo Lula (PT) — a mais.
Por outro lado, quatro estados devem registrar perda de uma cadeira para a oposição, de acordo com o cenário atual das pesquisas: Amapá, Ceará, Espírito Santo e Sergipe. Em dois estados, Rio Grande do Sul e São Paulo, a situação ainda é incerta devido à indefinição sobre os candidatos ao Senado.
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