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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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MEC sanciona mais de 50 cursos de medicina por baixo desempenho acadêmico

Governo Federal suspende novas vagas e restringe acesso ao Fies e Prouni em instituições com notas insuficientes no Enamed; unidades do grupo 1 sofrem as punições mais severas.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
MEC sanciona mais de 50 cursos de medicina por baixo desempenho acadêmico
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O Ministério da Educação (MEC) formalizou nesta semana uma série de sanções contra 53 cursos de medicina em todo o país após os resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, atingem instituições que obtiveram conceitos 1 e 2 na escala oficial. O rigor das punições foi definido pela combinação da nota final com o percentual de proficiência dos estudantes, resultando em bloqueios que vão desde a redução de vagas até a proibição total de novos ingressos e de contratos de financiamento estudantil.

A avaliação abrangeu 351 cursos e revelou um cenário crítico em determinadas unidades. No nível mais grave, o MEC determinou a suspensão imediata de novos alunos e o impedimento de participação em programas federais para instituições com nota 1 e menos de 30% de proficiência. Entre as universidades afetadas neste primeiro grupo estão nomes como a Universidade Estácio de Sá e o Centro Universitário Uninorte. Instituições com desempenhos ligeiramente superiores, mas ainda abaixo da média, enfrentarão cortes de 25% a 50% em suas vagas autorizadas e monitoramento contínuo.

Alcance das Medidas e Universidades Públicas

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A fiscalização do MEC não se restringiu à rede privada. Quatro instituições federais UFPA, UFMA, Unila e UFSB entraram em processo de supervisão. A Universidade Federal do Pará (UFPA) sofreu a sanção mais direta entre as públicas, com a redução de metade de suas vagas. O ministério ressaltou que as medidas cautelares têm caráter preventivo e pedagógico, visando garantir a qualidade da formação médica no Brasil. As restrições podem ser revistas ou agravadas conforme o desempenho das instituições na próxima edição do exame, em 2026.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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