No silêncio angustiante de um lar que deveria ser refúgio, uma mulher grávida viveu momentos de terror no último domingo (10), em Porto Velho. Segundo a Polícia Militar, o próprio marido é acusado de subir sobre sua barriga durante uma crise de violência, ameaçando tirar a vida dela e do bebê.
A denúncia mobilizou uma equipe policial, que rapidamente chegou ao endereço. Ao ser confrontado, o agressor negou as acusações, mas, ao saber que seria levado à Central de Flagrantes, resistiu à prisão e precisou ser algemado.
O histórico do homem revela um padrão contínuo de agressões: enforcamentos, golpes de faca, socos, chutes, tapas, empurrões e puxões de cabelo já haviam marcado o passado da vítima. Ela também relatou abusos sexuais, controle excessivo, ciúmes doentios e restrições severas impostas pelo companheiro, incluindo a proibição de manter contato com familiares e amigos, trabalhar ou estudar.
Temendo pela própria vida e a do bebê, a mulher aceitou ser encaminhada a um abrigo seguro e solicitou medida protetiva. O agressor segue à disposição da Justiça.
Casos como este reforçam a importância de denunciar qualquer sinal de violência doméstica. A Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190, e o Ligue 180 funciona 24 horas por dia, oferecendo orientação e encaminhamento. Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) oferecem apoio jurídico, psicológico e social. Romper o silêncio é o primeiro passo para garantir segurança e dignidade.
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