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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Especialista alerta sobre uso inadequado de remédios para disfunção erétil

Médico do HRAN ressalta importância de avaliação médica antes do uso de tadalafila; dependência psicológica e riscos à saúde são reais

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Especialista alerta sobre uso inadequado de remédios para disfunção erétil
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Na corrida por um Dia dos Namorados perfeito, muitos homens recorrem a medicamentos como a tadalafila , popularmente conhecida por melhorar o desempenho sexual. No entanto, especialistas alertam que o uso desses remédios deve ser feito com cuidado — e sempre com orientação médica.

O chefe da Urologia e Andrologia do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Paulo Roberto de Assis , destaca que a ingestão da substância pode trazer riscos graves à saúde se não for precedida de uma avaliação médica completa , incluindo exames cardíacos em alguns casos. “O s3xo é uma atividade física. É preciso estar em boas condições de saúde para vivê-lo com segurança”, afirma.

Segundo o médico, o uso indiscriminado da tadalafila pode levar a consequências inesperadas. “Um jovem que toma esse medicamento sem necessidade pode desenvolver dependência psicológica , achando que só consegue ter relações sexuais após usá-lo. Além disso, está exposto aos efeitos colaterais , como dores de cabeça, vermelhidão e alterações na pressão arterial”, explicou.

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A preocupação cresce quando se considera que fatores como estresse, ansiedade, má alimentação, sedentarismo, consumo de álcool ou drogas, diabetes e hipertensão podem influenciar diretamente no desempenho sexval e até provocar quadros de disfunção erétil ou ejaculação precoce .

Felizmente, há caminhos seguros e acessíveis para quem busca ajuda. Na rede pública de saúde, os homens podem buscar Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a atenção primária para tratamento de questões ligadas à saúde sexual. A equipe de Saúde da Família pode avaliar o paciente e, se necessário, prescrever o medicamento correto dentro das normas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Especialistas reforçam que o diálogo aberto entre casais e com profissionais de saúde é essencial para garantir um momento íntimo saudável e seguro — sem depender de atitudes arriscadas ou automedicação.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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