Reece James pode enfrentar uma dura concorrência por espaço ao se recuperar de lesão no joelho. A goleada do Chelsea sobre o Bournemouth por 5 a 1 no último sábado, pela Premier League, com Jordan Henderson como protagonista, levantou questões sobre o futuro do capitão no esquema de Xabi Alonso.
James é um jogador formado na base do clube, com 235 jogos disputados e títulos como a Champions League e o Mundial de Clubes no currículo. Mas o 3-4-2-1 adotado por Alonso pode não ter um encaixe claro para o inglês, seja como volante, zagueiro pelo lado direito ou ala-direito.
Henderson e Caicedo como substitutos no meio-campo do Chelsea
A grande novidade do confronto contra o Bournemouth foi a dupla formada por Henderson e Moisés Caicedo no meio-campo. O veterano de 36 anos, além de dois gols, incluindo um de falta, demonstrou uma presença física que Alonso valorizou muito no pós-jogo.
O Chelsea precisava de um volante com mais presença física há muito tempo. Nenhum dos anteriores, Caicedo, Enzo Fernández ou Romeo Lavia, trouxe aquilo que a Premier League exige no meio-campo.
Para James, que pode atuar no setor central, a concorrência nessa posição ficou mais acirrada. Jogadores mais altos e fisicamente impostos ganham relevância num esquema que precisa de força nos duelos aéreos.
Na posição de ala direito, o cenário também não é simples. Marco Palestra foi contratado especificamente para a vaga. Pedro Neto tem sido utilizado como alternativa, e nomes como Malo Gusto e Geovany Quenda também disputam espaço. Historicamente, James sofre lesões musculares quando joga mais aberto na direita, o que aumenta o risco nessa função.
Enquanto isso, Josh Acheampong, revelado pela base do Chelsea e praticamente ignorado pelos técnicos anteriores, aproveitou as oportunidades concedidas por Alonso. Em três jogos como titular, o time sofreu cinco gols; nas três partidas em que entrou como reserva ou não foi utilizado, foram oito gols sofridos.
O cenário mais viável para o capitão seria uma eventual mudança de esquema para o 4-2-3-1, onde ele se encaixaria bem como lateral-direito com Pedro Neto à frente. No esquema atual, seu melhor caminho é por lesões ou suspensões dos titulares.
Alonso não diminuiu a importância de James no grupo, afinal o capitão acumulou 404 minutos nos primeiros seis jogos do técnico espanhol. Mas a química imediata entre Henderson e Caicedo muda o cenário daqui para frente. James, fiel ao clube como sempre foi, deve aceitar um papel de liderança no vestiário enquanto aguarda sua chance de recuperar a titularidade.
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