O governo brasileiro afirma que seguirá envolvido nas negociações para viabilizar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, mesmo diante da pressão e das demandas apresentadas pelo agronegócio interno. A estratégia oficial é dar continuidade às discussões de natureza técnica e política enquanto a aprovação do tratado caminha nos países dos dois blocos.
Em reunião recente em Brasília, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Comissão Europeia reforçaram essa postura de avanço, com a avaliação de que eventuais entraves colocados pelos setores produtivos não bloqueiam o processo. O governo destaca ainda a possibilidade de ajustes e mecanismos de reequilíbrio ao longo da implementação do acordo.
Um dos elementos vistos como impulsionador é a proximidade da ratificação do acordo pela Argentina, que pode ser o primeiro país do Mercosul a concluir sua aprovação interna, pressionando o restante do bloco a seguir o exemplo.
Enquanto isso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou propostas ao Executivo para criar salvaguardas legais e ferramentas de defesa do mercado brasileiro, mas Brasília entende que tais reivindicações podem ser negociadas paralelamente sem frear o avanço geral das tratativas.
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