A bancada do PSol já foi avisada: Guilherme Boulos (PSol-SP) está prestes a deixar a Câmara dos Deputados para assumir o comando da Secretaria-Geral da Presidência da República. A mudança, articulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve ser anunciada em breve e coloca em alerta a legenda, que busca alternativas para preservar o capital político do deputado mais votado de São Paulo em 2022.
Segundo interlocutores do governo, Lula está insatisfeito com a atuação do atual titular da pasta, Márcio Macêdo, e vê em Boulos um nome capaz de dar novo dinamismo à articulação entre o Palácio do Planalto e movimentos sociais. A nomeação é considerada um desejo antigo do presidente, que pretende fortalecer os canais de diálogo do governo com as bases populares.
Apesar da mudança iminente, Lula não deve deixar Macêdo “na chuva”. O petista tem demonstrado gratidão ao aliado, que foi tesoureiro de sua campanha presidencial em 2022 e conduziu as contas sem gerar problemas judiciais — algo visto como exceção diante do histórico de antecessores no cargo. A expectativa é de que ele seja deslocado para outra função estratégica dentro da gestão.
Na última sexta-feira (26/9), em evento ao lado de Lula no Palácio do Planalto, Márcio Macêdo chegou a desabafar, afirmando que “momentos como este fazem valer a pena estar na gestão, enfrentando agruras e cercos políticos, para entregar o que o povo precisa”.
Enquanto o rearranjo não é oficializado, dirigentes do PSol já discutem possíveis nomes para disputar eleições em São Paulo e manter o espólio eleitoral de Boulos, cuja saída da Câmara pode alterar o tabuleiro da esquerda no estado.
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