Um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo e repercutido pelo Folha do Sul Online coloca Vilhena entre as cidades brasileiras mais afetadas pelo aumento das tarifas de importação aplicado pelos Estados Unidos a determinados produtos nacionais. A medida, que atinge principalmente o setor agropecuário, terá reflexos diretos na economia do Cone Sul de Rondônia.
De acordo com o estudo, Vilhena pode registrar perdas anuais estimadas em US$ 38,92 milhões, com destaque para a carne bovina, que passará a pagar 50% de tarifa para entrar no mercado norte-americano. O impacto coloca o município na liderança estadual e entre os mais prejudicados do país, superando inclusive capitais da região Norte.
Enquanto isso, Porto Velho apresenta impacto calculado em aproximadamente US$ 0,12 milhão. Já Rio Branco (AC) não aparece entre os municípios atingidos. Na região Norte, Manaus (AM) lidera o ranking nacional, com prejuízo estimado em US$ 64 milhões, quase o dobro de Vilhena, embora a capital amazonense tenha população muito maior.
Além de Vilhena e Porto Velho, outras cidades rondonienses listadas são Cacoal, Chupinguaia, Rolim de Moura e Ouro Preto do Oeste, todas com relevância na cadeia produtiva da carne bovina.
Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que, embora as exportações não sejam tributadas na origem, o aumento das tarifas nos EUA pode provocar efeitos indiretos no mercado interno, como redução no preço da arroba do boi e queda no nível de emprego no setor, afetando diretamente produtores, frigoríficos e trabalhadores rurais.
O “tarifaço” foi anunciado como parte de uma política comercial norte-americana voltada à proteção de seus produtores locais. No caso da carne bovina brasileira, o novo percentual de 50% deve reduzir a competitividade no mercado externo, pressionando margens de lucro e podendo gerar um efeito cascata em toda a cadeia de produção e exportação.
Com mais de 100 mil habitantes e economia fortemente ligada ao agronegócio, Vilhena deve sentir os impactos de forma significativa, reforçando a necessidade de estratégias de mitigação para evitar perdas ainda maiores no setor.
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