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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Vídeos curtos podem prejudicar concentração e aumentar ansiedade em crianças, aponta estudo

Pesquisa da Universidade de Macau relaciona consumo excessivo ao baixo envolvimento escolar e comportamento de dependência.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Vídeos curtos podem prejudicar concentração e aumentar ansiedade em crianças, aponta estudo
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Pesquisa da Universidade de Macau aponta que o consumo excessivo de vídeos curtos pode afetar a concentração, aumentar a ansiedade social e reduzir o envolvimento escolar de crianças.

Relação entre vídeos curtos e desempenho escolar

Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade de Macau concluiu que o consumo compulsivo de vídeos curtos nas redes sociais pode impactar negativamente o desenvolvimento cognitivo infantil.

Segundo Wang Wei, especialista em Psicologia Educacional e autora de uma das pesquisas, há uma correlação direta entre o aumento do tempo gasto assistindo a vídeos curtos e a diminuição do envolvimento escolar.

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De acordo com a pesquisadora, o uso excessivo pode provocar falta de concentração, ansiedade social e insegurança.

Superestimulação e risco de dependência

A professora Anise Wu Man Sze, também da Universidade de Macau, destaca que o ritmo acelerado e altamente estimulante desse tipo de conteúdo contribui para um quadro de superestimulação, prejudicando o desenvolvimento saudável.

As plataformas utilizam algoritmos personalizados que oferecem conteúdos sob medida, mantendo a atenção do usuário por longos períodos. Essa dinâmica pode satisfazer necessidades emocionais de forma imediata, incentivando o uso contínuo.

Fatores que agravam o problema

As pesquisadoras apontam que o comportamento compulsivo pode estar associado à tentativa de fuga de pressões diárias ou situações desagradáveis.

Entre os sinais de alerta estão:

  • Redução do tempo em família

  • Prejuízo ao sono

  • Uso do celular durante as aulas

  • Irritação quando o acesso é interrompido

Além do design das plataformas, fatores como estresse, ambiente social e até predisposição genética podem influenciar o desenvolvimento da dependência.

Orientação para pais e educadores

As especialistas defendem que a solução não deve se limitar à retirada do celular, mas incluir:

  • Fortalecimento das necessidades emocionais fora do ambiente digital

  • Desenvolvimento de habilidades de autorregulação

  • Estímulo ao uso equilibrado da tecnologia

Crescimento do consumo

Até dezembro de 2024, cerca de 1,1 bilhão de pessoas na China utilizavam vídeos curtos, segundo relatório oficial do setor audiovisual do país. O segmento movimentou aproximadamente 1,22 trilhões de yuan, impulsionado pelo consumo de vídeos curtos e transmissões ao vivo.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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