O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sendo transportados para Nova York, onde deverão ser julgados em tribunais norte-americanos, após uma controversa operação militar realizada pelos EUA na Venezuela.
Declarações de Trump e detalhes da operação
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que Maduro e Flores foram capturados por forças americanas e embarcaram no navio de guerra USS Iwo Jima, que agora segue rumo a Nova York. Segundo ele, ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, onde enfrentarão acusações relacionadas ao narcoterrorismo e outros crimes graves.
Trump descreveu a operação como “bem-sucedida” e afirmou que os EUA terão papel importante nos próximos passos políticos e econômicos da Venezuela. Ele ressaltou que o país pretende também se envolver estrategicamente no setor petrolífero venezuelano, destacando a capacidade das empresas americanas de atuar no país.
Em outra declaração à imprensa, Trump disse ter acompanhado em tempo real a missão militar e descreveu a captura de Maduro como algo semelhante a “assistir a um programa de televisão”, elogiando a ação das forças envolvidas.
Acusações e processo nos EUA
A procuradora-geral norte-americana, Pamela Bondi, confirmou que tanto Maduro quanto Cilia Flores foram indiciados por várias acusações criminais, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração relacionada ao uso desses armamentos. Bondi declarou que eles enfrentarão a “total força da Justiça americana em solo americano”.
O processo tramitará no Distrito Sul de Nova York, uma das jurisdições federais mais usadas pelos EUA em investigações de crimes financeiros e de narcotráfico com ramificações internacionais.
Contexto da ofensiva militar
A declaração de Trump ocorreu no mesmo dia em que ele anunciou um ataque militar em larga escala contra a Venezuela, incluindo bombardeios em Caracas e outras regiões do país, resultando na captura de Maduro e de sua esposa.
Explosões foram ouvidas em Caracas e em áreas importantes da capital venezuelana, segundo relatos de testemunhas e veículos de imprensa. A operação teria sido conduzida em conjunto com forças policiais e militares dos EUA.
Reações internacionais e críticas
A ação foi amplamente condenada por governos latino-americanos e organismos internacionais, que classificaram a ofensiva como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional. A Venezuela pediu uma reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar do episódio.
Do lado venezuelano, autoridades como a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiram prova de vida de Maduro e Cilia Flores, uma vez que ainda não há confirmação independente de seu paradeiro após a operação.
Situação no país
A ofensiva provocou instabilidade política e social na Venezuela, com relatos de quedas de energia, explosões e pânico em diversas regiões. A captura do presidente e da primeira-dama representa uma das maiores escaladas militares entre os EUA e um governo latino-americano nas últimas décadas, gerando debates sobre soberania, direito internacional e o papel de potências estrangeiras na região.
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