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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Toffoli recua e se declara suspeito para relatar ação da CPI do Banco Master

Ministro solicita redistribuição imediata do caso após ser sorteado para decidir sobre a instalação da comissão na Câmara.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Toffoli recua e se declara suspeito para relatar ação da CPI do Banco Master
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou sua suspeição para relatar o mandado de segurança que pede a abertura da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A decisão, tomada na tarde desta quarta-feira (11), ocorre poucas horas após o sistema eletrônico da Corte tê-lo sorteado como relator. Com o recuo, o processo deverá ser redistribuído para outro integrante do tribunal para que a análise do pedido feito pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tenha prosseguimento.

A declaração de suspeição de Toffoli encerra um breve impasse jurídico. No mês passado, o ministro já havia deixado a relatoria do inquérito principal que investiga as fraudes na instituição financeira, justificando sua saída após a Polícia Federal encontrar menções ao seu nome em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, como não havia um impedimento formal registrado para novos processos correlatos, o sistema de distribuição automática incluiu o ministro no sorteio de hoje.

As investigações da Operação Compliance Zero apontam que Toffoli é sócio de um empreendimento turístico no Paraná, o resort Tayayá, que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master. Esse vínculo comercial é um dos pontos centrais que levaram os órgãos de controle a monitorar as conexões entre a gestão da instituição e figuras públicas. Ao se declarar suspeito, o ministro evita novos questionamentos sobre a imparcialidade do Judiciário no julgamento de uma causa que envolve diretamente seus parceiros de negócios.

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Enquanto aguarda a definição de um novo relator no STF, a Câmara dos Deputados mantém suspensa a instalação da CPI. O requerimento conta com o apoio de 201 parlamentares e investiga um rombo contábil estimado em R$ 17 bilhões, que resultou na liquidação extrajudicial do banco em novembro de 2025. O novo relator terá o desafio de decidir se a presidência da Casa, sob o comando de Hugo Motta (Republicanos-PB), cometeu omissão ao não formalizar a comissão de inquérito.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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