No último sábado (31), a Internazionale tomou uma pancada do rival Milan que incomodou: 3 a 1. Mesmo sendo algo “comum” recentemente, pois o lado vermelho e preto não perde há oito clássicos, vencendo seis deles, o resultado confirmou algumas tendências preocupantes na temporada dos Nerazzurri.
Foi apenas o primeiro revés da equipe treinada por Cristian Chivu na Serie A, o que, isoladamente, poderia parecer uma crise exagerada. Mas o desempenho do time não tem sido positivo, em especial na Champions League, com derrotas para Real Madrid e Club Brugge antes de vencer o Shakhtar Donetsk pela contagem mínima.
Entenda cinco razões para esse mau momento da Inter, segundo matéria do jornal “Gazzetta dello Sport”.
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Os cinco motivos para a situação da Internazionale
1. Desatenção nas partidas
Há uma “perigosa tendência” que preocupa o clube de Milão mais do que o quarto revés seguido no Derby della Madonnina: a desatenção nas partidas e a capacidade de reagir só depois de provocado. A Internazionale saiu atrás em sete dos 13 jogos na temporada.
Em seis dessas, chegou a ficar dois gols atrás do placar. A virada foi concretizada sobre a Udinese, Napoli e Fiorentina; já a Roma deixou empatar, 2 a 2. Os Nerazzurri só tiveram até aqui quatro jogos sem sofrer gols. Frente ao Venezia, vitória por 2 a 0 com dois gols contra antes do clássico com o Milan, se segurou para não sair atrás do placar.
2. Contratações ainda em adaptação
Djed Spence, Curtis Jones e John Stones, principais reforços da última janela de transferências, têm, somados, apenas cinco jogos como titulares. Por questões físicas, nenhum dos três teve continuidade e o impacto esperado em um elenco que passou por uma reformulação com a saída de dois zagueiros e dois laterais direitos.
Até Benjamin Pavard, que voltou ao time após uma temporada emprestado ao Olympique de Marseille, não conseguiu ter regularidade até aqui, presente em apenas quatro partidas.
3. Desgaste físico e mental
As lesões são um problema para os recém-chegados, mas também para velhos conhecidos do elenco. Lautaro Martínez, por exemplo, ficou fora do último clássico, assim como o brasileiro Luis Henrique.
O meio-campista Nicolò Barella destacou a sequência de jogos, com compromissos a cada três dias por praticamente todo o último mês, como uma razão para esse momento físico e mental abaixo dos jogadores. Yan Bisseck tem acumulado falhas nessa sequência e, pelas ausências de Stones e Pavard, fica sem respiro.
4. Distração em relação a contratos
Em meio à disputa da temporada, existe um bastidor inflamado por conta de ídolos recentes com seus contratos expirando. Federico Dimarco, melhor jogador da última temporada, cobrou publicamente a demora da Inter em iniciar as conversas para estender seu vínculo, válido até 2028.
No ano que vem, encerrarão os contratos de Hakan Çalhanoglu e Henrikh Mkhitaryan. O primeiro também falou publicamente sobre aguardar um contato da diretoria.
— Existe a sensação de que vários jogadores estão pensando mais nos contratos a negociar do que em se dedicar intensamente aos treinamentos — aponta a matéria da “Gazzetta”.
Carlos Augusto, em alta, vinculado ao clube por apenas mais dois anos, deve renovar até 2031. 2028 também é quando vencem os contratos de Alessandro Bastoni, sonho do Barcelona, Marcus Thuram, Manuel Akanji, Stones, Pavard e Piotr Zielinski, além de Dimarco.
5. ‘Sindrome da vitória'
Há ainda um fator que parte desse elenco já enfrentou, definido pela “Gazzetta” como “síndrome da vitória”. Desde 2021, a Inter foi campeã três vezes, mas, mesmo tendo o melhor grupo de jogadores, nunca de forma consecutiva: falhou como vice-campeã em 2022 e 2025 para Milan e Napoli, respectivamente.
Campeã na última temporada quase sem concorrente, entrou para 2026/27 como favorita e, em resultado, se mostra assim, com 25 pontos, só três atrás da improvável líder Lazio.
Ainda não é terra arrasada na Internazionale
Há muitos problemas a se resolver, mas, mesmo assim, Chivu tem conseguido resultados na Serie A. O desempenho do time nas 10 primeiras rodadas da edição atual é quatro pontos melhor do que na anterior, perdendo dois jogos a menos.
Ainda há a esperança de que as coisas fiquem melhores quando o capitão Lautaro Martínez voltar de lesão, possivelmente em uma semana, um jogador marcado por sua entrega e mobilização do restante da equipe. O primeiro passo para a recuperação da Inter pode ser dado nesta terça-feira (3), quando visita o Feyenoord pela Champions, adversário sem vencer há três jogos.
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