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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

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STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)

A Primeira Turma do STF começa a julgar os embargos de declaração do chamado núcleo 1 que contestam a condenação definida pela Corte

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
STF começa a julgar recursos de Bolsonaro e aliados nesta sexta (7/11)
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta sexta-feira (7/11), o julgamento dos embargos de declaração apresentados pelos condenados do chamado núcleo central da trama golpista. A análise ocorre em sessão virtual, com término previsto para a próxima sexta-feira (14/11).

O relator da Ação Penal (AP) nº 2.668, ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar, seguido pelos demais integrantes da turma. Os ministros decidirão se mantêm ou modificam as condenações impostas aos réus.

Entre os que apresentaram recursos estão:

Leia Também:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;

  • Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;

  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;

  • Augusto Heleno, general e ex-chefe do GSI;

  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;

  • Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

O tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, não recorreu da condenação. Ele cumpre pena de dois anos em regime aberto e teve a tornozeleira eletrônica retirada após autorização do STF no dia 3 de novembro.

Apesar do julgamento dos recursos, as prisões não devem ser decretadas de imediato. Pelo regimento do STF, o início do cumprimento das penas só ocorre após o trânsito em julgado, quando todos os recursos forem analisados — inclusive os segundos embargos de declaração, que ainda poderão ser apresentados pelas defesas.

Os advogados dos réus alegam erros na dosimetria das penas, omissões no acórdão, cerceamento de defesa e até nulidade do julgamento. Os pedidos variam desde redução das condenações até a anulação total da sentença que impôs, entre outras penas, 27 anos e 3 meses de prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O julgamento é mais uma etapa decisiva no processo que apura a tentativa de golpe de Estado e o planejamento de ações para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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