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Sabado, 11 de Abril de 2026

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Saúde mental de jornalistas exige mais estudos, aponta Conselho de Comunicação

Relatório cita aumento de afastamentos e condições de trabalho como fatores de risco

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Saúde mental de jornalistas exige mais estudos, aponta Conselho de Comunicação
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Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Comunicação Social

É preciso ampliar pesquisas sobre a saúde mental de profissionais da comunicação. Essa é uma das conclusões de relatório apresentado nesta segunda-feira (6), em reunião do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional.

O conselheiro Carlos Magno destacou a dificuldade de obter dados atualizados sobre o tema. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2024 houve 472 mil afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior. O afastamento médio foi de 196 dias.

O relatório aponta ainda as longas jornadas e a apuração frequente de situações trágicas como problemas enfrentados pelos profissionais.

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Magno citou pesquisa feita nos Estados Unidos, em 2024, com 1.140 jornalistas. Os dados mostram que 84% dos jornalistas e 88% dos ex-jornalistas relataram problemas de saúde mental. Segundo a pesquisa, 64% afirmaram que isso tem grande impacto no ambiente de trabalho.

O conselheiro também mencionou o estudo “Jornalismo no Brasil em 2025”, produzido pela newsletter Farol Jornalismo em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Foram ouvidos 275 profissionais de seis redações brasileiras.

Os profissionais relataram ambiente de trabalho tóxico, com os seguintes problemas:

falta de empatia; pouca transparência; comunicação violenta; desrespeito às folgas; sobrecarga de trabalho.

"A pesquisa é limitada, mas indica tendências e reforça a necessidade de ampliar o debate", disse Carlos Magno. Ele afirmou que a situação piorou após a pandemia de coronavírus.

Segundo o conselheiro, medidas individuais incluem prática de exercícios físicos, alimentação adequada e sono regular. Entre as ações coletivas, estão o combate a jornadas exaustivas e o incentivo ao trabalho em equipe.

Novas pesquisas Carlos Magno sugeriu que o conselho peça ao DataSenado uma pesquisa nacional sobre o tema.

A conselheira Samira Castro informou que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com o Ministério do Trabalho, lançará uma pesquisa sobre a saúde mental da categoria. Segundo ela, quase metade dos jornalistas relatou depressão e insônia.

"A pesquisa vai orientar políticas sindicais e ampliar a atenção da sociedade ao tema, para melhorar as condições de trabalho", afirmou.

A reunião foi dirigida pela vice-presidente do conselho, Angela Cignachi.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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