Na manhã desta quinta-feira (6/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação MUNDEMUS com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pela prática de extorsão reiterada contra um empresário.
A investigação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Ao todo, foram cumpridos mandados nas cidades de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Tijuca, Penha e Niterói, todas no estado do Rio de Janeiro.
Durante a ação, os policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão contra os integrantes da organização criminosa. Entre as medidas impostas estão:
Afastamento das funções públicas e revogação dos acessos aos sistemas de informação;
Entrega das armas institucionais e particulares, carteiras e distintivos funcionais;
Proibição de ausentar-se do Brasil e do município de residência sem autorização judicial, com entrega do passaporte em até dois dias úteis;
Proibição de contato entre os investigados;
Proibição de acesso às dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e demais unidades da PF.
Durante as buscas realizadas na residência do empresário investigado, localizada em Jacarepaguá, foram encontrados uma arma de fogo, munições, uma carteira funcional falsificada da PF, um distintivo da PF e um veículo blindado com sirene e giroflex instalados. O empresário foi preso em flagrante.
A investigação teve início a partir do compartilhamento de provas obtidas fortuitamente na Operação Cash Courier, deflagrada em março deste ano, que apurou a atuação de um grupo criminoso especializado no tráfico internacional de armas, liderado por um policial federal aposentado.
A análise dos dados revelou a existência de outro grupo criminoso, formado por três policiais federais e um policial militar, que exigia pagamentos em dinheiro para evitar a instauração de inquérito policial contra o empresário.
Além do pagamento mensal, os investigados forneciam ao empresário uma carteira funcional e um distintivo da Polícia Federal, permitindo que ele se passasse por agente da corporação.
A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, responsável por acompanhar o cumprimento dos mandados e das medidas cautelares impostas ao policial militar envolvido.
Os investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, extorsão majorada pelo concurso de pessoas, falsidade ideológica de documento público, falsificação de selo ou sinal público e violação de sigilo funcional.
Assessoria de Comunicação Social – Polícia Federal
Rio de Janeiro/RJ, 6 de novembro de 2025
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