Perder mais cabelo do que o habitual, perceber fios cada vez mais finos ou notar o couro cabeludo mais visível podem ser sinais iniciais de Alopecia Androgenética, a forma mais comum de calvície.
O alerta é do médico Alan Wells, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC). Segundo o especialista, identificar a condição logo no início aumenta significativamente as chances de controlar a queda capilar.
“Se identificarmos na fase inicial, conseguimos estabilizar o processo e evitar perdas maiores”, explica.
Como a calvície começa
A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que afeta principalmente homens, mas também pode atingir mulheres.
Nos homens, o problema costuma começar com o recuo da linha frontal do cabelo, conhecido como entradas, e com a perda de fios na região da coroa da cabeça.
Já nas mulheres, a queda tende a ser mais difusa, caracterizada pela redução do volume geral do cabelo e maior visibilidade do couro cabeludo.
O processo ocorre porque o folículo capilar passa por uma miniaturização progressiva. Com isso, o fio nasce mais fino, cresce menos e, em alguns casos, deixa de ser produzido ao longo do tempo.
Principais sinais de alerta
Especialistas indicam que alguns sinais podem indicar o início da calvície:
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Redução perceptível do volume de cabelo
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Fios mais finos e frágeis
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Couro cabeludo mais visível sob luz
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Queda de cabelo mais intensa ao pentear ou lavar
O que fazer ao perceber os primeiros sinais
Ao notar mudanças persistentes na densidade ou na espessura dos fios, a recomendação é procurar um médico especialista em saúde capilar.
Hoje existem diferentes abordagens terapêuticas que podem ajudar a controlar a queda, dependendo do estágio da condição, como:
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medicamentos tópicos e orais
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laser de baixa intensidade
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microagulhamento
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terapias regenerativas
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transplante capilar
Além do tratamento médico, hábitos saudáveis também ajudam a manter a saúde dos fios, como alimentação equilibrada, controle do estresse e cuidados regulares com o couro cabeludo.
Impacto emocional
Embora a calvície não represente um risco direto à saúde física, o impacto psicológico pode ser significativo. Mudanças na aparência costumam afetar autoestima e confiança.
Por isso, segundo o especialista, informação e diagnóstico precoce são fundamentais.
“Hoje temos recursos eficazes para tratar. O problema é quando a pessoa ignora os primeiros sinais e procura ajuda apenas quando a perda já está avançada”, afirma.
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