Rondônia de Fato - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Geral

Nova perereca no Cerrado: espécie é endêmica

Nova perereca no Cerrado foi identificada em Minas Gerais e registrada apenas em duas áreas de Paracatu, reforçando alerta sobre degradação ambiental.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Nova perereca no Cerrado: espécie é endêmica
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A descoberta de uma nova perereca no Cerrado mineiro amplia o conhecimento científico sobre o bioma e acende um alerta ambiental. Batizada de Ololygon paracatu, a espécie é endêmica do noroeste de Minas Gerais e foi encontrada exclusivamente em duas localidades próximas no município de Paracatu.

O estudo que identificou a nova perereca no Cerrado reuniu pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Museo Argentino de Ciencias Naturales. Os resultados foram publicados na revista científica Zootaxa.

Para confirmar a descoberta da nova perereca no Cerrado, os cientistas combinaram análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. O trabalho também contou com o apoio de coleções biológicas, fundamentais para diferenciar a espécie de outras do mesmo gênero.

Leia Também:

De pequeno porte, o anfíbio apresenta características próprias. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros. Assim como outras espécies do gênero Ololygon, vive em matas de galeria — formações florestais associadas a córregos de águas rápidas e leito rochoso.

O nome da nova perereca no Cerrado homenageia o Rio Paracatu, importante afluente do Rio São Francisco. A escolha vai além da referência geográfica e carrega um alerta. Durante o trabalho de campo, pesquisadores identificaram sinais de degradação nos riachos da região, incluindo assoreamento.

Segundo a pesquisadora Daniele Carvalho, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio), preservar os córregos onde a espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas também para a manutenção da bacia hidrográfica.

Especialistas destacam que o Cerrado é um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do país. A descrição da nova perereca no Cerrado reforça a importância de estudos científicos para tornar visível a biodiversidade local e fortalecer políticas de conservação ambiental.

Veja mais notícias

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!