O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou sete pessoas envolvidas no assassinato de Geves Alves da Silva, crime ocorrido em abril de 2023. A decisão foi proferida nesta semana, com penas que deverão ser cumpridas em regime fechado.
De acordo com as investigações, a ex-esposa da vítima foi apontada como a mandante do homicídio. Antes da execução, ela teria buscado orientação com uma líder espiritual, que também acabou condenada por participação no planejamento do crime.
Crime foi premeditado
Segundo o processo, o assassinato foi cuidadosamente organizado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. O grupo atuou desde o planejamento até a execução, incluindo monitoramento da rotina da vítima, intermediação, fornecimento da arma e ação direta dos executores.
A vítima foi morta quando saía de um culto religioso, sendo surpreendida por criminosos em uma ação rápida.
Condenações
As penas aplicadas variam conforme o grau de participação de cada envolvido. O executor dos disparos e o responsável pela condução da fuga receberam as maiores condenações, superiores a 30 anos de prisão.
A ex-esposa, apontada como mandante, foi condenada a mais de 24 anos de reclusão. Outros participantes, responsáveis por logística, intermediação e fornecimento da arma, também receberam penas elevadas. Já a líder espiritual envolvida no caso foi condenada a mais de 15 anos de prisão.
Prisão imediata
Por decisão judicial, todos os condenados tiveram a prisão imediata decretada e já devem iniciar o cumprimento das penas, mesmo com possibilidade de recurso.
O caso chamou atenção pela motivação do crime, que teria sido influenciada por um “conselho espiritual”, além da atuação conjunta de vários envolvidos no planejamento e execução do homicídio.
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