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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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MPRO obtém condenação de 13 réus na Operação Little Red Box

Sentença reconhece organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
MPRO obtém condenação de 13 réus na Operação Little Red Box
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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de treze indivíduos envolvidos na Operação Little Red Box, deflagrada em janeiro de 2025. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho no dia 19 de dezembro de 2025 e reconheceu a prática do crime de organização criminosa.

A atuação do MPRO ocorreu por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO). As investigações tiveram início após a análise de dados extraídos de um aparelho celular apreendido em maio de 2024, que revelou a existência de uma célula estruturada da facção Comando Vermelho na região da Ponta do Abunã, abrangendo os distritos de Jaci Paraná, União Bandeirantes e Nova Mutum.

As apurações apontaram uma estrutura hierárquica bem definida, com divisão clara de funções, incluindo lideranças identificadas como níveis N1 e N2, além de cargos como Tesouraria, Porta-Voz, Caixa Central, Conselho de Missão e Cadastreira. Também foram identificados diversos “donos de biqueira”, responsáveis por pontos de venda de drogas, que pagavam taxas mensais à facção para manter suas atividades.

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A materialidade do crime ficou comprovada pela estabilidade e permanência da organização, que atuou de forma contínua entre 2023 e 2025. Segundo a sentença, havia um sistema metódico de arrecadação conhecido como “caixinha” mensal, além da chamada “taxa de camisa”, valores utilizados para financiar atividades criminosas como tráfico de drogas, porte ilegal de armas e tentativas de homicídio.

Dos condenados, cinco eram considerados lideranças locais, exercendo funções estratégicas de comando, gestão financeira e expansão territorial da facção. Os outros oito atuavam diretamente na base operacional, administrando bocas de fumo e aderindo voluntariamente às regras impostas pela organização criminosa.

A Justiça manteve as prisões preventivas dos réus, negando o direito de recorrer em liberdade. A decisão considerou a gravidade concreta dos crimes, o poder bélico da organização e o domínio territorial exercido pelo grupo no tráfico de drogas.

Também foi determinada a perda de dinheiro, armas, celulares e outros materiais apreendidos, que serão revertidos ao Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD), conforme prevê a legislação.

Com a condenação, o MPRO reforça o compromisso institucional com o combate à criminalidade organizada, a preservação da ordem pública e a responsabilização penal de envolvidos em estruturas criminosas que impactam diretamente a segurança e a vida da população.

FONTE/CRÉDITOS: Estadao Rondonia
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