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Terça-feira, 09 de Dezembro de 2025

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Moraes pede nova investigação de Valdemar Costa Neto no inquérito do golpe

Ministro Alexandre de Moraes vota pela condenação de autor de relatório falso usado pelo presidente do PL para questionar urnas eletrônicas após 2022.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Moraes pede nova investigação de Valdemar Costa Neto no inquérito do golpe
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (21) pela reabertura da investigação contra Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), por suposto envolvimento na tentativa de golpe que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022.

O voto ocorreu durante o julgamento da Primeira Turma do STF, que avalia o Núcleo 4 da trama, conhecido como núcleo da desinformação. Este grupo é acusado de disseminar informações falsas contra o processo eleitoral e coordenar ataques contra adversários políticos.

Moraes votou pela condenação dos sete réus do núcleo, incluindo o engenheiro Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal. Rocha é o autor do relatório encomendado pelo presidente do PL após as eleições de 2022, que alegava a existência de falhas técnicas em parte das urnas eletrônicas.

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Relatório Falso e a Condenação

Para o ministro, Carlos Rocha tinha ciência de que as informações inseridas no documento eram falsas. O relatório teria sido produzido para dar uma aparência de legitimidade técnica aos ataques do grupo criminoso contra o processo eleitoral brasileiro.

O documento foi o instrumento usado por Valdemar Costa Neto para formalizar o questionamento do resultado das urnas perante a Justiça Eleitoral. À época, o próprio Moraes, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou a ação e aplicou uma multa milionária ao PL.

“Uma das coisas mais bizarras talvez que a Justiça Eleitoral tenha recebido desde sua criação”, declarou Moraes sobre o relatório nesta terça-feira.

Defesa de Rocha questiona Valdemar Costa Neto

A Polícia Federal (PF) chegou a investigar e indiciar Valdemar Costa Neto como integrante da organização criminosa na trama golpista. Contudo, o político não foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A defesa do engenheiro Carlos Rocha argumentou que há uma contradição no caso. O autor do relatório, contratado para a produção, foi denunciado, enquanto quem encomendou e utilizou o material, Valdemar Costa Neto, não foi incluído na denúncia.

Antes de concluir seu voto, Moraes sugeriu que, caso a condenação de Carlos Rocha seja confirmada, os autos e as provas da ação penal sejam anexados ao inquérito que investigou Valdemar Costa Neto. O objetivo é que o líder partidário seja novamente investigado por seu envolvimento na tentativa de golpe.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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