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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Lei de Cirone Deiró dá visibilidade a pessoas com nanismo

A Lei 5.959, cria o Dia Estadual de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, celebrado anualmente na data de 25 de outubro.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Lei de Cirone Deiró dá visibilidade a pessoas com nanismo
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Esse ano, o prédio da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia também deverá ser iluminado com a cor verde, no período de 20 a 27 deste mês, em apoio a causa das pessoas com nanismo (baixa estatura). O deputado estadual Cirone Deiró (União Brasil) é o autor da Lei 5.959, que cria o Dia Estadual de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, celebrado anualmente na data de 25 de outubro. “A lei traz visibilidade para a causa, despertando o poder público e a população em geral, para o fato de que a pessoa com nanismo tem o direito de estar em todos os espaços e que precisa de acessibilidade, acompanhamento médico e respeito”, disse Edilaine Marinho Ravani, delegada da Associação Nanismo Brasil (Annabra), em Rondônia.
 

Desde o início de seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, Cirone Deiró adotou a defesa das pessoas com deficiência, como uma de suas principais frentes de trabalho. Suas ações envolvem a criação de leis, realização de eventos, audiências públicas e estruturação de entidades. Segundo o deputado, a Lei 5.959 busca defender os direitos das pessoas com nanismo e o acesso a um ambiente inclusivo, tanto no que diz respeito à vida social, quanto educacional e profissional. “Um dos principais objetivos é incentivar o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas, que promovam a igualdade de oportunidades”, disse o parlamentar.
 
Nanismo
 

Nanismo é uma condição física, caracterizada pela deficiência no crescimento, resultando numa pessoa de baixa estatura, se comparada com a média da população da mesma idade e sexo. Existem mais de 400 tipos de nanismo, sendo alguns ligados a questões hormonais e outros a displasias ósseas.
 

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De acordo com a delegada da Annabra, em Rondônia, Edilaine Marinho Ravani, ao longo dos anos, as pessoas com nanismo enfrentam discriminação, preconceito e exclusão. Segundo ela, muitas deficiências passaram a ser respeitadas e abordadas da maneira correta, no entanto, o nanismo sempre esteve vinculado à ridicularização, risos e piadas, situação normalizada pela sociedade. “Uma das questões importantes a pontuar é o termo anão, que ainda é muito utilizado e está atrelado a um ser bizarro e engraçado, enquanto o correto é pessoa com nanismo”, afirmou.
 
A lei criada por Cirone Deiró, segundo a delegada, foi a primeira voltada para o nanismo, em Rondônia, servindo inclusive, para unir famílias. Entre outras ações, ocorridas após a criação da lei, está a discussão, na rede municipal de educação da capital, de questões específicas às crianças com nanismo, como por exemplo, a importância do combate ao bullyng. “Tivemos em 2024, pela primeira vez no estado, a iluminação verde, referente ao Dia do Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, fato que ocorre em outros pontos do país todos os anos e aqui nunca havia acontecido", disse Edilaine. Segundo ela, esse ano a iluminação deverá ocorrer também em Cacoal e o objetivo é expandir para outros municípios, gerando cada vez mais visibilidade e informação.
 

Quanto a outras ações importantes para fortalecer os direitos das pessoas com nanismo, em Rondônia, Edilaine disse que o ponto principal seria a melhoria do acesso ao acompanhamento médico adequado. Ela explicou que, crianças com nanismo, por exemplo, precisam de geneticista pelo sus, endócrino pediatra, neuropediatra, fisioterapia e ortopedistas que monitorem questões específicas das displasias esqueléticas. Outra questão importante, de acordo com a delegada, é a acessibilidade, pois não há adaptações pensadas para as pessoas com baixa estatura, como banheiros, escadas e balcões. “Não somente a baixa estatura, mas o encurtamento dos membros superiores e inferiores, dificultam o acesso, por exemplo, a torneiras, dispensers, vasos sanitários, leitores de reconhecimento facial e botões de elevadores”, explicou.
 
 

Texto: Eli Batista I Jornalista

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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