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Terça-feira, 09 de Dezembro de 2025

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Hugo Motta defende PL Antifacção após aprovação: “Há interesses em distorcer o marco legal”

Presidente da Câmara rebate críticas ao projeto aprovado com 370 votos e usa vídeo de ex-BOPE para esclarecer destino de bens apreendidos

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Hugo Motta defende PL Antifacção após aprovação: “Há interesses em distorcer o marco legal”
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Brasília, 21 de novembro de 2025 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender nesta sexta-feira (21/11) o Projeto de Lei Antifacção, recém-aprovado pelo Congresso Nacional com ampla maioria — 370 votos favoráveis contra 110 contrários. Em meio a intensas polêmicas e pressões de governadores, forças de segurança e lideranças de diferentes espectros políticos, Motta usou suas redes sociais para rebater o que chamou de “falsas narrativas” sobre o texto.

Em publicação no X (antigo Twitter), Motta compartilhou um vídeo do ex-capitão do BOPE Rodrigo Pimentel, especialista em segurança pública, explicando como funcionará a destinação dos bens confiscados no combate ao crime organizado. O objetivo foi desmentir a ideia de que o projeto desviaria recursos da Polícia Federal.

“O marco não altera nenhuma legislação sobre as apreensões feitas pela Polícia Federal irem para seu fundo próprio. Tudo que é da PF, continua sendo da PF”, afirmou Motta na legenda, reforçando que os ativos apreendidos pelas polícias estaduais seguirão para os fundos locais de segurança, como previsto.

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“Há muita gente tentando distorcer os avanços do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. Falsas narrativas sempre levantam uma pergunta: por que alguém teria interesse em enfraquecer uma legislação que endurece contra criminosos?”, questionou.

O projeto, originalmente encaminhado pelo Executivo federal, sofreu diversas mudanças durante a tramitação. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou seis versões diferentes antes da votação final. Apesar de ser de autoria do governo Lula, a versão aprovada representa uma derrota política para a Presidência: dois requerimentos governistas para adiar a análise e outro para retomar a proposta original foram rejeitados pelo plenário.

A nova legislação prevê o fortalecimento de mecanismos de investigação, cooperação entre forças de segurança e uso de dados em tempo real no rastreamento de facções. No entanto, críticos argumentam que o texto pode gerar conflitos federativos e concentrar poderes nas mãos de estados com menor capacidade de gestão de ativos.

Apesar das divergências, Motta celebrou a aprovação como um marco histórico. “Não se constrói segurança sem unidade. E mesmo com tantas vozes contrárias, o Congresso escolheu o lado da lei”, disse.

O projeto segue agora para o Senado, onde deve enfrentar nova rodada de debates.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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