Brasília, 12 de novembro de 2025 – O governo federal anunciou nesta quarta-feira que está avaliando a realização de uma busca ativa para localizar aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios, mas ainda não solicitaram ressarcimento.
Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro Wolney Queiroz afirmou que o foco serão grupos com maiores dificuldades de acesso aos serviços oficiais, como pessoas com mais de 80 anos, moradores de comunidades ribeirinhas e quilombolas.
“A gente pode ver se faz uma busca ativa para comunidades quilombolas, comunidades ribeirinhas, pessoas com mais de 80 anos, que a gente julga que têm alguma dificuldade de encontrar as agências e de entrar no aplicativo Meu INSS”, detalhou o ministro.
O prazo para que beneficiários solicitem devolução de valores descontados indevidamente foi estendido até 14 de fevereiro de 2026. A estimativa do governo é de que cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas estejam aptos à restituição; até agora, aproximadamente 3,7 milhões já foram ressarcidos, num valor que totaliza cerca de R$ 2,5 bilhões.
Como funcionará a busca ativa
De acordo com o ministério, a busca ativa ainda será implementada, mas somente após o prazo principal de requerimento se aproximar do fim — a intenção é evitar que golpistas se aproveitem da ação para se passar por agentes oficiais.
Entre as medidas em avaliação estão o atendimento em regiões remotas por meio de postos itinerantes ou parcerias com unidades dos Correios, para facilitar o acesso de pessoas que enfrentam barreiras de deslocamento ou conectividade.
Impactos esperados e desafios
A iniciativa busca garantir que beneficiários em situação de vulnerabilidade sejam alcançados e tenham acesso à restituição de valores que foram descontados de forma indevida.
Por outro lado, o governo reconhece que há desafios, como a fraude de pessoas que se apresentem falsamente como servidores do INSS ou entidades autorizadas. “Temos de fazer tudo com cuidado … porque, se citarmos qualquer coisa que o INSS vai fazer, rapidamente chega um fraudador dizendo que é do INSS”, alertou o ministro.
Conclusão
A possível busca ativa representa um avanço na tentativa de monitorar e corrigir prejuízos a aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos. A prorrogação do prazo até fevereiro de 2026 e o anúncio de foco em grupos vulneráveis indicam que o governo está ampliando esforços para alcançar beneficiários ainda não atendidos. No entanto, a eficácia da medida dependerá da execução, do alcance em regiões remotas e da proteção contra fraudes.
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