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Quarta-feira, 11 de Marco de 2026

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Ex-policial de Rondônia conhecido como “Homem do Tempo” é condenado a 14 anos de prisão pelo STF por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro

William Ferreira da Silva foi considerado executor material da invasão aos prédios dos Três Poderes em Brasília; decisão foi unânime na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Ex-policial de Rondônia conhecido como “Homem do Tempo” é condenado a 14 anos de prisão pelo STF por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro
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Brasília – O ex-policial militar de Rondônia William Ferreira da Silva , mais conhecido como o “Homem do Tempo” , foi condenado nesta segunda-feira (30) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 , em Brasília. A decisão foi tomada por unanimidade, após cinco dias de julgamento no plenário virtual da Corte.

De acordo com o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes , William atuou como um dos executores materiais da invasão e depredação dos prédios que abrigam os três Poderes da União — Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) — incentivando e liderando atos de violência contra o Estado Democrático de Direito.

O julgamento contou com divergência apenas na quantidade de anos propostos, com os ministros Cristiano Zanin sugerindo 12 anos e Luiz Fux defendendo 16 anos de prisão. Porém, prevaleceu o voto do relator, com a condenação fixada em 14 anos, sendo 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 5 meses de detenção, além de 20 dias-multa .

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A sentença também inclui pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados aos prédios públicos, valor destinado ao fundo previsto no artigo 13 da Lei nº 7.347/85, que trata da reparação de danos morais coletivos.

Provadoras irrefutáveis

A condenação se baseia em um extenso conjunto de provas, entre elas vídeos gravados pelo próprio réu durante os atos. Nas imagens, William aparece incitando a violência contra policiais, celebrando a invasão dos prédios e se referindo ao episódio como uma “data histórica”. Em uma das falas, ele afirma: “O povo vencendo, graças a Deus!”

Para o STF, os vídeos constituem um verdadeiro documentário autoincriminatório , evidenciando o papel de liderança de William dentro da organização criminosa que promoveu os atos antidemocráticos. Além disso, dados de geolocalização extraídos do celular do réu mostraram que ele esteve na Praça dos Três Poderes nos dias que antecederam e sucederam o ataque, circulando livremente pelo local.

Ele também foi identificado como integrante de grupos de mensagens com conteúdo antidemocrático, o que, segundo a Corte, revela seu envolvimento contínuo com as práticas criminosas .

Defesa desacreditada pela Justiça

Em juízo, William optou por permanecer em silêncio. Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou ter estado na Esplanada dos Ministérios produzindo material jornalístico . No entanto, a justificativa foi considerada inverossímil pelas autoridades, já que ele aparece nas imagens incentivando ações violentas, comportamento incompatível com o exercício da imprensa.

Crimes cometidos

William Ferreira da Silva foi condenado pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado
  • Associação criminosa armada

Reafirmação da democracia

A condenação do “Homem do Tempo” reforça o compromisso do Poder Judiciário com a manutenção da ordem constitucional e o combate a qualquer tentativa de ruptura institucional. O caso serve como exemplo de que atos antidemocráticos serão investigados, julgados e punidos com rigor.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
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