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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Estudo defende políticas públicas para reduzir impactos da menopausa no Brasil

Pesquisa do Instituto Esfera aponta que mulheres negras e em situação de vulnerabilidade sofrem efeitos biológicos e sociais mais intensos durante o climatério.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Estudo defende políticas públicas para reduzir impactos da menopausa no Brasil
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Um estudo inédito divulgado pelo Instituto Esfera, em Brasília, alerta para a urgência de estruturar políticas públicas nacionais voltadas à menopausa. O documento revela que o impacto dessa fase vai além do biológico, afetando diretamente a economia e a estabilidade profissional das mulheres. Segundo a pesquisadora Clarita Costa Maia, as mulheres negras são as mais atingidas, pois enfrentam um cruzamento de vulnerabilidades: sintomas físicos mais severos e uma posição mais frágil no mercado de trabalho, onde muitas vezes atuam como as principais provedoras do núcleo familiar.

A ausência de tratamento adequado para sintomas físicos e psicológicos pode levar à insustentabilidade de relações profissionais e sobrecarregar o sistema previdenciário. Estimativas globais indicam que a menopausa gera um custo de US$ 150 bilhões por ano devido à queda de produtividade e rendimentos. No Brasil, embora cerca de 29 milhões de mulheres estejam nessa fase e quase 88% apresentem sintomas, apenas 22,4% buscam auxílio médico. O estudo reforça que cuidar da saúde da mulher madura é, estrategicamente, cuidar de toda a estrutura social e econômica das famílias brasileiras.

Além dos reflexos econômicos, a pesquisa destaca riscos graves à saúde mental, como o aumento das chances de desenvolvimento de Alzheimer e depressão quando os sintomas não são gerenciados. O fenômeno da menopausa precoce, impulsionado pelo estilo de vida moderno, também foi citado como um ponto de atenção para as redes públicas de saúde. O objetivo do estudo não é patologizar o envelhecimento, mas garantir que o ciclo de vida feminino receba a proteção institucional necessária para manter a cidadania e o bem-estar das trabalhadoras em sua fase de maior maturidade intelectual.

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Presente no lançamento do estudo, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, afirmou que o governo tem identificado uma mobilização crescente sobre o tema. Grupos de mulheres na menopausa têm sido os mais ativos em fóruns de debate no ministério, sinalizando que a invisibilidade do assunto está começando a ser rompida. A expectativa é que o Brasil avance em um mapeamento detalhado da realidade nacional para fundamentar futuras ações integradas de saúde preventiva e suporte social.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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