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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Embaixador afirma que nenhum brasileiro solicitou saída do Irã após ataques

Comunidade de 200 pessoas em Teerã é monitorada diariamente; André Veras Guimarães relata cenário de apreensão e bombardeios violentos contra alvos oficiais.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Embaixador afirma que nenhum brasileiro solicitou saída do Irã após ataques
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O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, informou nesta segunda-feira, 2, que nenhum cidadão brasileiro solicitou auxílio para deixar o Irã após o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel. A comunidade brasileira no país é composta por cerca de 200 pessoas, majoritariamente mulheres casadas com iranianos e suas famílias. Segundo o diplomata, não há registros de brasileiros entre as vítimas dos ataques. O único caso de saída recente foi o de um treinador de futebol, que deixou o território iraniano por meios próprios através da fronteira com a Turquia.

A comunicação com os brasileiros residentes tem sido feita via grupos de mensagens, que funcionam de forma intermitente devido às oscilações na rede de internet local. O embaixador explicou que a orientação do Ministério das Relações Exteriores é manter a assistência consular ativa e garantir a segurança da equipe diplomática. Embora os bombardeios sejam descritos como “muito violentos” e ocorram diariamente contra estruturas do Exército e da Guarda Revolucionária, Guimarães afirmou que ainda não há planos para retirar o corpo diplomático do país.

A rotina em Teerã é de extrema tensão e ruas vazias, mas serviços essenciais como água, energia e o abastecimento de mercados ainda operam com relativa normalidade. O embaixador destacou que os ataques têm foco em alvos governamentais, embora o risco de efeitos colaterais em áreas civis seja uma preocupação constante. Na avaliação de Guimarães, a estratégia de Donald Trump de forçar a queda do regime iraniano por meio da força militar enfrenta obstáculos estruturais, já que o sistema de poder no país está enraizado há quatro décadas e possui mecanismos constitucionais de sucessão já em curso.

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Após a morte do líder supremo Ali Khamenei no último sábado, o governo iraniano anunciou a formação de um órgão colegiado para assumir o comando e garantir a continuidade institucional. Para o embaixador brasileiro, o sistema político local é “muito bem estabelecido” para colapsar apenas sob pressão externa. Enquanto o conflito escala, o Itamaraty segue avaliando diariamente as condições de permanência da equipe em Teerã, priorizando a integridade dos funcionários e a prestação de informações seguras para os brasileiros que optaram por permanecer no país.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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