A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela fez duras críticas ao regime de Nicolás Maduro em uma publicação no X (antigo Twitter), afirmando que o governo do presidente venezuelano é "criminoso" e não "durará para sempre". A postagem foi feita na tarde deste domingo (27/7), em um recado direto ao povo venezuelano:
“Ao povo venezuelano: Maduro e seu regime criminoso não durarão para sempre, e a terra de Bolívar voltará a ser democrática e livre.”
Este comentário se alinha às recentes declarações do governo norte-americano, que continua pressionando o regime de Maduro, acusando-o de ser ilegítimo e de liderar uma organização criminosa. O mais recente ataque veio de Marco Rubio, senador e chefe da diplomacia de Donald Trump, que também usou as redes sociais para reforçar suas acusações.
“Maduro NÃO é o presidente da Venezuela e seu regime NÃO é o governo legítimo”, afirmou Rubio em publicação no X. “Maduro é o chefe do cartel de Los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse de um país. Ele está sendo indiciado por tráfico de drogas para os Estados Unidos.”
A acusação de Rubio foi respaldada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que na última sexta-feira (25/7) designou o Cartel de Los Soles como uma organização terrorista internacional. O grupo, supostamente liderado por membros de alto escalão do governo de Maduro, foi alvo de novas sanções econômicas. Segundo Washington, o cartel tem envolvimento com organizações criminosas internacionais, incluindo o notório Tren de Aragua, que opera dentro e fora dos Estados Unidos.
As sanções visam isolar ainda mais o regime venezuelano no cenário internacional e tentar enfraquecer a estrutura de poder que sustenta Maduro. O governo dos EUA alega que o Cartel de Los Soles é responsável por fornecer apoio logístico e financeiro a organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e na violência nas Américas.
A situação na Venezuela continua sendo um ponto crítico nas relações entre os Estados Unidos e o regime de Maduro, que segue resistindo a pressões internas e externas. O governo venezuelano, por sua vez, acusa os EUA de interferência e de tentar desestabilizar o país por meio de sanções e ataques diplomáticos. A resposta internacional à crise política e econômica na Venezuela continua sendo um dos maiores desafios da diplomacia americana.
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