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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Conflito no Oriente Médio pode elevar exportações de petróleo, mas ameaça setor de carnes

Diretor do MDIC avalia que alta no preço do combustível favorece saldo comercial, enquanto vendas de proteína animal podem sofrer impacto temporário.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Conflito no Oriente Médio pode elevar exportações de petróleo, mas ameaça setor de carnes
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O acirramento das tensões no Oriente Médio deve gerar efeitos distintos na balança comercial brasileira. Segundo avaliação do diretor do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, o Brasil, como exportador líquido de petróleo, tende a registrar um aumento no saldo financeiro das vendas de combustíveis caso os preços internacionais sigam pressionados pelo conflito.

Por outro lado, a região é um destino estratégico para o agronegócio nacional. O Oriente Médio absorve atualmente 32% do milho e 30% da carne de frango exportados pelo Brasil, além de volumes expressivos de açúcar e produtos com certificação Halal. O governo acredita, contudo, que qualquer retração nessas vendas será passageira, dada a natureza essencial desses produtos.

Mudanças nos Principais Parceiros Comerciais

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Os dados de fevereiro também revelam uma reconfiguração nos fluxos de comércio com as maiores economias do mundo:

China em Alta: As exportações para os chineses saltaram 38,7%, atingindo US$ 7,2 bilhões. O Brasil registrou um superávit de US$ 1,73 bilhão com o país asiático no mês.

Estados Unidos em Queda: Pelo sétimo mês consecutivo, as vendas para o mercado estadunidense recuaram (-20,3%). O movimento é reflexo da sobretaxa de 50% imposta pelo governo Trump em 2025. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado a taxa recentemente, os efeitos positivos na balança devem demorar meses para aparecer.

União Europeia: Registrou um crescimento robusto de 34,7% nas exportações brasileiras, consolidando um superávit de US$ 931 milhões para o Brasil.

Argentina e Outras Regiões

O comércio com a Argentina apresentou retração em ambas as pontas: as exportações caíram 26,5% e as importações recuaram 19,2%. No cenário global, as estatísticas de importação do Brasil também foram influenciadas pela compra de uma plataforma de petróleo da Coreia do Sul, avaliada em US$ 2,5 bilhões, o que alterou pontualmente o saldo com a região asiática.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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