É impressionante o gosto popular pelo debate ideológico, como se todas as demais questões – que importam – da vida fossem adjacentes ou menores. A treta da hora é a possível nova cor do uniforme número um, dois, três, quatro, cinco mil, eu quero que a Nike não patrocine o Brasil, da Seleção Brasileira, que, especula-se, será vermelha.
Após um dia inteiro de debates – tão profundos e producentes quanto o sexo dos anjos – nas redes sociais, a Confederação Brasileira de Futebol, instituição de direito privado, é sempre bom lembrar, veio a público e, em nota, disse nem que sim, nem que não, muito antes pelo contrário, dando a entender que fará o que quiser, quando e como achar adequado.
No imaginário popular, lá nos EUA – como se Donald Trump já não ocupasse tempo suficiente -, executivos da Nike (Jordan) debruçam-se não sobre planilhas de vendas e pesquisas de mercado para definirem seus produtos relacionados ao futebol brasileiro, mas sobre relatórios de inteligência política a respeito de “bolsominions” e “petralhas”.
Tiro no pé
Particularmente, como torcedor apaixonado por futebol, ou melhor, pelo Galo, sou do tipo conservador. Não consigo imaginar a canarinho vermelha – azul, pela tradição, até que passa. Por causa do PT? Bobagem. Quero que o PT ou qualquer outra quadrilha, digo partido político, se dane. Se for rosa, preta, verde etc. minha opinião será a mesma.
Não sou o papa do assunto, mas, sem modéstia alguma, entendo um bocado de “branding”. Dissociar, ainda que alternativamente e em segundo ou terceiro plano a cor da Seleção Brasileira da amarela (ou azul), mesmo que muita grana entre no caixa em curto e médio prazos, a mim não me parece a melhor decisão corporativa.
Identidade visual conta muito. No mundo esportivo, tudo que é preto e branco me atrai simpatia, justamente pelo Atlético. Mesmo assim, jamais gostaria de ver o Brasil jogando com as cores do Galo, entendem? Se eu fosse Ednaldo Rodrigues, o presidente da CBF, não me meteria nessa confusão, pois se der errado, nem Gilmar Mendes poderá ajudar.
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