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Quarta-feira, 11 de Marco de 2026

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Castro diz que Operação Contenção foi sucesso e só policiais foram vítimas

O governador Cláudio Castro defendeu a operação policial no Rio de terça-feira (28), classificando-a como sucesso e afirmando que apenas os quatro agentes de segurança mortos são vítimas.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Castro diz que Operação Contenção foi sucesso e só policiais foram vítimas
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou nesta quarta-feira (29) que a Operação Contenção foi bem-sucedida. Em entrevista no Palácio Guanabara, ele declarou que os únicos vitimados nos confrontos foram os policiais.

“Temos muita tranquilidade de defender o que foi feito ontem. Queria me solidarizar com as famílias dos quatro guerreiros que deram a vida para libertar a população. Eles foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítima ontem, só tivemos os policiais”, disse o governador.

Questionamentos sobre a contagem de mortos

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Cláudio Castro defendeu a classificação das demais pessoas mortas como criminosos, alegando o local do conflito. “O conflito não foi em área edificada. Foi todo na mata. Não creio que tivesse alguém passeando na mata num dia de conflito. Por isso a gente pode tranquilamente classificar de criminosos”, acrescentou.

O governador também mencionou que o número oficial de mortos na operação policial nos complexos da Penha e do Alemão é de 58, incluindo os quatro agentes de segurança. Ele não explicou a mudança na contagem oficial, mas indicou que o dado vai mudar “com certeza”. O governo contabilizava 64 mortes no dia anterior. Castro não comentou sobre os cerca de 60 corpos retirados da mata pelos moradores após a ação, considerada a mais letal da história do estado.

Rio como epicentro da segurança pública

Castro destacou que o estado do Rio de Janeiro é o epicentro do problema de segurança pública que atinge o Brasil.

“Mostramos ontem um duro golpe na criminalidade e que temos condições de vencer batalhas. Mas temos a humildade de reconhecer que essa guerra não será vencida sozinhos. Agora é momento de união e não de politicagem”, concluiu.

Apesar da defesa do governador, a operação policial no Rio foi criticada por especialistas. A professora Jacqueline Muniz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), chamou a ação de amadora e uma “lambança político-operacional”. Movimentos populares e de favelas também condenaram a ação, afirmando que “segurança não se faz com sangue”.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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