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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026

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Boehly deixa o Chelsea: o que aconteceu com os 13 reforços de sua primeira janela

A saída de Todd Boehly do Chelsea encerra um capítulo iniciado logo após a compra do clube, em 2022. O dirigente vendeu sua participação de 12,8% à Clearlake Capital e deixa Stamford Bridge depois de ter exercido, nos primeiros meses da nova gestão, também a função de diretor esportivo interino. Naquela primeira janela, Boehly supervisionou …

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Por Rondônia de Fato
Boehly deixa o Chelsea: o que aconteceu com os 13 reforços de sua primeira janela
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Boehly deixa o Chelsea: o que aconteceu com os 13 reforços de sua primeira janela

A saída de Todd Boehly do Chelsea encerra um capítulo iniciado logo após a compra do clube, em 2022. O dirigente vendeu sua participação de 12,8% à Clearlake Capital e deixa Stamford Bridge depois de ter exercido, nos primeiros meses da nova gestão, também a função de diretor esportivo interino.

Naquela primeira janela, Boehly supervisionou a chegada de 13 jogadores, em um período que marcou definitivamente a ruptura com a era Roman Abramovich. Quatro anos depois, apenas Wesley Fofana, Gabriel Slonina e Shim Mheuka ainda pertencem ao clube.

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Só três dos 13 reforços ainda estão no Chelsea

Wesley Fofana foi uma das operações mais caras daquele mercado. O Chelsea se comprometeu a pagar cerca de £70 milhões pelo zagueiro, mas as lesões limitaram sua sequência. Até agora, ele soma 76 partidas pelo clube e ainda não conseguiu justificar plenamente o investimento.

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Gabriel Slonina custou aproximadamente £8,1 milhões, mas nunca disputou uma partida oficial pelo time principal. Sem espaço e após o Chelsea não encontrar uma solução satisfatória no último mercado, o goleiro pode deixar o clube por uma quantia reduzida ou até mesmo sem custos.

Shim Mheuka representa um cenário diferente. Contratado ainda jovem do Brighton, destacou-se nas categorias de base, assinou um novo vínculo de longo prazo e atualmente está emprestado ao Celtic. Entre os três que permanecem, é o caso que ainda pode gerar retorno esportivo ou financeiro no futuro.

Marc Cucurella, lateral-esquerdo do Chelsea, durante a partida da Premier League entre Chelsea e Arsenal, em Stamford Bridge, em Londres, em 21 de outubro de 2023.Cucurella em Chelsea x Arsenal – a grande exceção da era Boehly. (Foto: Darren Woolley/IMAGO / Focus Images)

Cucurella, hoje no Real Madrid, foi a grande exceção

Marc Cucurella aparece como o maior sucesso esportivo daquele grupo. Contratado do Brighton por aproximadamente 60 milhões libras, teve uma primeira temporada irregular, mas depois se consolidou como um dos principais laterais-esquerdos do elenco.

O espanhol fez 163 partidas, conquistou dois títulos e posteriormente foi vendido ao Real Madrid em uma operação que ainda gerou lucro contábil para o Chelsea.

Raheem Sterling teve impacto razoável em campo, com 19 gols e 15 assistências em 81 jogos após chegar por 47,5 milhões de libras. Mesmo assim, acabou fora dos planos de Enzo Maresca em 2024 e posteriormente deixou o clube de graça, principalmente pela necessidade de reduzir sua alta folha salarial.

Kalidou Koulibaly permaneceu apenas uma temporada depois de custar 33 milhões de libras ao Chelsea. O zagueiro fez 32 jogos antes de seguir para o Al-Hilal. Carney Chukwuemeka, contratado do Aston Villa por £20 milhões, também encerrou sua passagem com apenas 32 partidas.

Pierre-Emerick Aubameyang chegou por 10,3 milhões de libras para voltar a trabalhar com Thomas Tuchel. O problema é que o treinador foi demitido horas depois da estreia do atacante na Champions League. A contratação do gabonês acabou simbolizando bem o início turbulento do primeiro mercado sob a nova gestão. Aubameyang terminou sua passagem por Londres com apenas 21 jogos.

Cesare Casadei custou perto de 17 milhões de libras ao deixar a Inter de Milão sem sequer ter estreado pela equipe principal italiana. No Chelsea, participou de apenas 17 partidas.

Omari Hutchinson foi um dos poucos negócios financeiramente positivos. Contratado sem custos do Arsenal, fez apenas duas partidas pelo time principal, mas foi vendido ao Ipswich Town por cerca de 20 milhões de libras dois anos depois.

Tyler Dibling chegou do Southampton, mas retornou ao clube do sul da Inglaterra após somente duas partidas pelo sub-18, por dificuldades de adaptação. Eddie Beach, também contratado do Southampton, não atuou pela equipe principal, enquanto Zak Sturge, vindo da academia do Brighton, saiu sem uma única partida pelo time profissional.

No total, o Chelsea gastou aproximadamente 275 milhões de libras naquela janela de 2022 e recuperou perto de 125 milhões libras em vendas relacionadas a esses jogadores.

A diferença não representa automaticamente uma perda contábil de 150 milhões de libras (cerca de um bilhão de reais, de acordo com a atual cotação), já que amortizações e outros fatores financeiros entram no cálculo. Ainda assim, olhando apenas para o impacto esportivo, a primeira janela comandada por Boehly deixou poucas histórias realmente bem-sucedidas — e Cucurella aparece como a principal delas.

FONTE/CRÉDITOS: Beneddra Naim
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