A França goleou a Bélgica por 4 a 1 nesta segunda-feira (5), no Stade de France, pela quarta rodada da Liga das Nações. O placar, porém, conta apenas uma parte da história. Longe de ter uma noite tranquila diante de sua torcida, a equipe comandada por Zinédine Zidane precisou correr atrás do resultado durante boa parte do confronto e só confirmou a vitória na reta final do segundo tempo.
Com o triunfo, os Bleus chegaram aos dez pontos e seguem na liderança do Grupo A1 da Liga das Nações. A Bélgica, por sua vez, estacionou nos seis e caiu para a terceira colocação. Além da importância na classificação, o resultado teve um peso especial para Zidane: foi a primeira vitória do treinador em solo francês desde que assumiu o comando da seleção.
França vive cenário inédito e encontra resposta no banco
A partida contra a Bélgica apresentou um cenário novo neste início de trabalho de Zidane. Pela primeira vez desde que o ex-meia assumiu a seleção francesa, os Bleus precisaram lidar com uma desvantagem no placar e buscar uma reação durante o próprio jogo. Até então, a equipe havia conseguido conduzir seus compromissos sem enfrentar uma situação semelhante, mas dessa vez foi obrigada a mudar o roteiro.
A resposta, entretanto, demorou a aparecer. A França teve dificuldades para transformar sua superioridade técnica em domínio efetivo e viu a Bélgica sustentar a vantagem durante boa parte do confronto. O relógio avançava, a pressão aumentava e Zidane precisou mexer na equipe para encontrar soluções diferentes das que havia iniciado o jogo.
Foi aí que apareceu uma das principais características do elenco francês: a quantidade de jogadores capazes de mudar uma partida mesmo começando no banco. Sem Kylian Mbappé, que ficou fora por lesão, a responsabilidade de decidir acabou nas mãos de outras três estrelas. Michael Olise, Rayan Cherki e Désiré Doué entraram no segundo tempo e foram determinantes para a virada.
Olise foi o grande nome da reação, com dois gols. Cherki e Doué também balançaram as redes, completando uma transformação impressionante no placar. Em poucos minutos, a França saiu de uma situação de desvantagem para uma goleada por 4 a 1, justamente quando a Bélgica parecia capaz de complicar a noite dos donos da casa.
Como foi a vitória da França sobre a Bélgica
Foi um primeiro tempo de considerável domínio francês, mas um domínio só territorial — que não se traduziu em gol. Os Bleus tiveram mais posse, rondaram a área belga e conseguiram boas descidas pelos lados do campo. Nada, porém, que assustasse tanto a seleção visitante. De chance mesmo, praticamente nenhuma.
A Bélgica, por sua vez, se sobressaiu dentro de sua proposta. Com menos posse, mas muita objetividade nas transições, os Diabos Vermelhos foram para o intervalo em vantagem graças ao belo gol de Lukébakio. A França deu espaço na marcação alta no ataque, e Roméo Lavia descolou ótimo passe para o atacante, que arrancou livre nas costas da defesa e finalizou sem chance para Restes.
No segundo tempo, as estratégias se mantiveram. Atrás no placar, os Bleus intensificaram a pressão e passaram a finalizar mais. Demorou bastante, mas essa pressão surtiu efeito. Aos 31 minutos, Doué recebeu na meia-lua, girou diante da marcação e chutou rasteiro, no canto esquerdo de Vandevoordt.
O tento de empate foi o suficiente para mudar completamente o jogo. A Bélgica acusou um golpe, e quatro minutos depois sofreu a virada. Olise recebeu pela direita, foi ao fundo e cruzou rasteiro para Cherki bater de primeira na área. A bola ainda acabou desviada parcialmente pelo goleiro antes de entrar.
A partir daí, o que se viu foi uma avalanche francesa. Os Bleus se aproveitaram da fragilidade belga e sacramentaram a vitória com mais dois gols, ambos marcados por Olise.
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