Rondônia de Fato - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Sabado, 25 de Abril de 2026

Geral

Atualização vai tornar mais difícil identificar textos gerados pelo ChatGPT

OpenAI confirma que o ChatGPT deixará de usar travessões quando o usuário solicitar, eliminando um dos traços mais marcantes de sua escrita.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Atualização vai tornar mais difícil identificar textos gerados pelo ChatGPT
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ChatGPT não utilizará mais o travessão em seus textos sempre que o usuário pedir — mudança que elimina uma das características mais reconhecidas (e criticadas) do estilo da inteligência artificial. A atualização foi anunciada nesta sexta-feira (14) pelo CEO da OpenAI, Sam Altman.

“Vitória pequena, mas feliz”, escreveu Altman em seu perfil no X. Segundo o executivo, o chatbot “finalmente fará o que deveria fazer”, em referência às recorrentes reclamações de usuários que pediam para a IA evitar o uso do sinal de pontuação, mas ainda assim viam o travessão aparecer nos textos.

Por que o travessão virou “marca registrada” das IAs?

Leia Também:

Amplamente usado na língua portuguesa para iniciar falas, fazer intercalações e dar destaque a trechos específicos, o travessão acabou sendo associado à escrita de IAs nos últimos anos. Isso ocorre porque:

  • Ao treinar modelos com grandes volumes de textos formais, literários e jornalísticos, o sistema aprendeu que o travessão aparece em conteúdos considerados “bem escritos”;
  • O resultado foi o uso excessivo desse sinal, criando uma espécie de impressão digital estilística do ChatGPT;
  • Nas redes sociais, virou teoria comum a ideia de que “texto com muitos travessões” provavelmente foi gerado por IA.

Apesar disso, especialistas ressaltam que o uso do travessão, por si só, não comprova que um texto é artificial, já que até mesmo detectores de IA ainda têm limitações. Muitos outros indícios são analisados, como:

  • repetição de frases;
  • estruturas muito parecidas;
  • monotonia textual;
  • falta de conexão entre ideias.

Altman não mencionou se o modelo receberá novas atualizações para lidar com esses outros sinais.

Travessão, hífen e meia-risca: não confunda

O travessão, introduzido no português no século XVI, costuma ser confundido com:

  • Hífen – menor, usado para ligar palavras compostas e separar sílabas;
  • Meia-risca – também curta, utilizada em intervalos, como “2010–2020”.

A decisão da OpenAI atende ao apelo de usuários que temiam que seus textos fossem interpretados como artificiais devido ao uso frequente desse sinal.

Clique Aqui para ver a matéria de inspiração.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Astor Martins da Costa Nova
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!