Cidade ainda mostra marcas da destruição
Imagens de câmeras de segurança revelam a situação atual de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, quase duas semanas após o tornado que atingiu o município no dia 7 deste mês. Apesar de o cenário ainda exibir danos visíveis, as áreas afetadas apresentam redução significativa de escombros após sucessivas etapas de limpeza.
As gravações mostram ruas que antes estavam completamente cobertas por destroços agora mais organizadas e desobstruídas, indicando avanço nos trabalhos de recuperação.
Equipes usam caminhão hidrojato na limpeza urbana
Na última semana, equipes de apoio intensificaram as ações, utilizando caminhões hidrojato para lavar ruas, calçadas e outras vias públicas. Os equipamentos, normalmente empregados para desobstrução de redes de esgoto, foram adaptados para ajudar na remoção de lama e resíduos trazidos pelos ventos extremos.
Segundo Simone Alvarenga, gerente-geral da Sanepar, o uso do hidrojato foi fundamental:
“Em situações de emergência, como a que vive Rio Bonito do Iguaçu, disponibilizamos o hidrojato para limpeza de vias públicas.”
O fenômeno: tornado de categoria F3
O tornado que devastou a cidade foi classificado pelo Simepar como F3, com ventos que podem ultrapassar 250 km/h. O fenômeno resultou da formação de um ciclone sobre a região que abrange o Paraguai, o norte da Argentina e o oeste do Sul do Brasil.
O governador Ratinho Júnior (PSD) descreveu o cenário como “uma situação de guerra”, afirmando tratar-se de uma catástrofe sem precedentes no estado.
Mortes, feridos e destruição em larga escala
Os impactos humanitários e estruturais foram severos:
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7 mortos — seis em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava;
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784 atendimentos hospitalares, entre feridos e casos relacionados ao fenômeno;
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90% dos edifícios danificados;
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1.000 desalojados e 28 desabrigados;
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Postes, fios, estruturas metálicas e residências completamente destruídas.
A força dos ventos entortou vigas metálicas, arrancou telhados e levou ao colapso de construções inteiras.
Estado de calamidade e apoio emergencial
Após o desastre, o governo do Paraná decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu e luto oficial de três dias. Uma força-tarefa com mais de 50 profissionais — bombeiros, Defesa Civil, Copel e Sanepar — atua na recuperação.
O governo federal enviou ajuda humanitária, medicamentos e materiais emergenciais.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estimou os prejuízos em R$ 114,5 milhões.
Auxílio financeiro às famílias
Para apoiar a reconstrução, o governo paranaense encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto em regime de urgência que concede R$ 50 mil por família atingida pelos estragos do tornado.
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