A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta segunda-feira (23/6) que os planos de saúde individuais e familiares poderão sofrer reajuste de até 6,06% . O aumento será aplicado a partir de julho , conforme o vencimento de cada contrato.
O percentual foi calculado com base na variação dos custos médico-hospitalares registrados nos últimos 12 meses, somado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país . No período, o IPCA acumulado foi de 5,32% , o que significa que o reajuste autorizado está acima da inflação , trazendo maior impacto no orçamento dos consumidores.
O ajuste se aplica exclusivamente aos planos individuais e familiares , que atendem cerca de 8,63 milhões de pessoas em todo o Brasil. Apesar de ser um limite máximo estabelecido pela ANS, as operadoras podem optar por aplicar um percentual menor, mas nunca acima de 6,06% .
A decisão foi publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União e faz parte do processo anual de revisão de valores dos planos de saúde privados no país. A medida busca equilibrar financeiramente as operadoras diante do aumento dos custos do setor, mas tem gerado críticas por onerar ainda mais os consumidores.
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