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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

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Alckmin defende redução da jornada de trabalho como tendência global em evento na Fiesp

Presidente em exercício assina acordos de defesa comercial e combate ao dumping; Paulo Skaf pede adiamento do debate sobre escala 6x1 para 2027.

Rondônia de Fato
Por Rondônia de Fato
Alckmin defende redução da jornada de trabalho como tendência global em evento na Fiesp
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O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou na noite desta segunda-feira, 23, que a redução da jornada de trabalho é uma “tendência mundial” que já vem sendo consolidada em diversos países. A declaração ocorreu durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde o presidente da entidade, Paulo Skaf, solicitou formalmente que a discussão sobre o fim da escala 6×1 fosse adiada para o próximo ano, evitando o clima de tensões do período eleitoral de 2026.

Apesar do apelo do setor industrial para postergar o debate, Alckmin destacou que o tema deve ser aprofundado com cautela, respeitando as particularidades de cada setor produtivo, mas sem ignorar o movimento global de revisão das cargas horárias. O ministro ressaltou que a modernização das relações de trabalho é um processo contínuo e que o diálogo entre governo, trabalhadores e empresários será mantido para encontrar um equilíbrio que não prejudique a competitividade nacional.

Cooperação e Defesa Comercial

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Durante o evento, Alckmin assinou dois protocolos de intenções estratégicos com a Fiesp. O primeiro foca na defesa comercial e no combate a práticas desleais, como o dumping. Entre as medidas práticas anunciadas está a criação de uma “calculadora de margem de dumping”, ferramenta técnica para identificar produtos importados com preços artificialmente baixos que prejudicam a indústria brasileira. O segundo acordo visa a desburocratização, com metas de digitalização de serviços públicos para reduzir custos sistêmicos e atrair novos investimentos.

Economia e Relações com os EUA

Alckmin também demonstrou otimismo em relação à política monetária, prevendo que o Copom inicie a redução da taxa Selic (atualmente em 15% ao ano) na reunião de março, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos. Sobre o cenário internacional, o ministro classificou como positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% imposta pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos. Para Alckmin, a unificação da taxa para todos os países acaba com a desvantagem anterior que o Brasil enfrentava, abrindo uma “avenida” de oportunidades para as exportações brasileiras ao mercado americano.

As medidas assinadas nesta segunda-feira reforçam a estratégia do governo em blindar o emprego industrial contra a concorrência desleal, ao mesmo tempo em que sinaliza abertura para discutir temas sensíveis da pauta trabalhista. A expectativa da Fiesp é que os novos instrumentos de regulação tragam mais agilidade para que empresas brasileiras possam denunciar irregularidades no comércio exterior de forma técnica e segura.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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