O Airbus A330 do voo AF447, que caiu no oceano Atlântico na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, tinha feito a rota entre Rio de Janeiro e Paris. O acidente foi provocado pelo congelamento dos sensores Pitot, responsáveis pelo controle de velocidade da aeronave, levando à perda de sustentação e controle do avião.
Em abril de 2023, a Air France e a Airbus foram absolvidas em primeira instância pelo Tribunal Correcional de Paris da acusação de homicídio culposo (sem intenção de matar). O tribunal reconheceu falhas das empresas, mas não estabeleceu vínculo direto entre os incidentes técnicos e a queda. A Procuradoria-Geral francesa recorreu da decisão.
O relatório da BEA, agência civil francesa que investiga acidentes aéreos, concluiu que a catástrofe foi causada por uma manobra equivocada do piloto, após diversos incidentes técnicos.
No processo, a Airbus foi acusada de não substituir os sensores de velocidade, mesmo ciente dos possíveis defeitos, e de não alertar a companhia aérea sobre os riscos. A Air France é responsabilizada pela falta de treinamento dos pilotos para enfrentar esse tipo de pane. Ambas negam as acusações.
Em comunicado, a Air France afirmou: “A companhia continuará a demonstrar que não cometeu nenhuma falta penal na origem deste acidente”. Os advogados das empresas não quiseram comentar antes do início do julgamento.
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